Trabalhadores públicos e privados mostram união em dia de protesto
Data da postagem: 22 Set 2015
O que se via nas ruas que dão acesso a Assembleia era uma estrutura de segurança superior, inclusive, à que costuma ser utilizada durante eventos da presidência da República. Além do choque e da cavalaria, mais de 100 policiais estavam espalhados pela rua Duque de Caxias, na frente e nas laterais do Palácio Piratini e nas imediações da Praça da Matriz e do Palácio Farroupilha. Nas vias, eles foram estrategicamente divididos em grupos formando cordões de isolamento.

Camburões também se fizeram presentes na área interna do Piratini e brigadianos circulavam pelo interior da Assembleia.
Isso tudo, apesar do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) ter deferido liminar pedida pelas bancadas do PT, PC do B e PSol para derrubar as restrições ao acesso à AL. O presidente insistiu em afirmar que a liberação com senhas contadas era respeitar a decisão, enquanto, de acordo com a esta, o acesso deveria limitado pela lotação dos espaços da Casa. Encerrou-se a primeira reunião para o presidente avaliar as reivindicações dos líderes sindicais que buscavam a liberação para os servidores e demais poderem assistir a votação no Plenário e que também fosse liberado o auditório Dante Barone.

Uma terça-feira longa, tensa e sem hora para terminar. "Quiseram quebrar a união das categorias colocando a Brigada na rua, mas continuamos unidos e não iremos desistir. Temos o PL 206, que pretende congelar os investimentos nos serviços públicos. Os deputados que hoje votam contra serviços e servidores públicos irão prestar contas. Uns já na próximas eleições municipais, outros daqui há três anos nas eleições estaduais", afirmou o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud.
ICMS
Pelo projeto aprovado, por 27 votos a 26, o reajuste será de 17% para 18% na alíquota geral do ICMS, que incide sobre todos os produtos comercializados no Estado, e de 25% para 30%, para combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, possibilitará o ingresso de mais R$ 2 bilhões por ano nos cofres estaduais, a partir de 2016.
Depósitos Judiciais
Aprovado o projeto que aumenta de 85% para 95% saques dos depósitos judiciais. Quase por unanimidade, apenas o deputado Gilberto Capoani votou contra.
Tatiana Danieli
Jornalista Diplomada - MTB 8781





