Movimento Unificado: Greve pode ser prolongada
Data da postagem: 31 Ago 2015
O último dia de agosto começou com entrevista coletiva da coordenação do Movimento Unificado na sede da Fessergs, após o anúncio oficial do governador José Ivo sartori, de que os salários dos servidores do Executivo seriam novamente parcelados, sendo o valor da primeira parcela de apenas R$ 600,00. Diante desta grave notícia foi anunciada a retomada da greve por pelo menos quatro dias, até dia 03 de setembro. O presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud fez críticas severas ao governo e alertou que a greve pode ser mais longa que o previsto, uma vez que os servidores estão sem as mínimas condições de trabalhar: "Parece que o governo apostou no caos e optou por deixar para a última hora a tomada de uma atitude. Isso é desumano com a categoria e vai penalizar toda a sociedade que ficará com os serviços essenciais prejudicados", afirmou Arnoud. Durante toda a manhã chegaram notícias do interior do estado confirmando a adesão de praticamente 100% dos professores, da decisão de aquartelamento da Brigada Militar, da prestação somente de serviços de urgência nas delegacias e da manutenção do mínimo de 30%, em respeito a lei, nos serviços de saúde.
No início da tarde, em visita ao presidente do Tribunal de Contas do Estado, Cezar Miola, os representantes do Movimento Unificado saudaram a iniciativa da entidade em pedir a transparência das contas do Estado. Miola afirmou que o TCE está elaborando uma nova nota técnica sobre o projeto de lei complementar do governo e examinando seus reflexos. “As informações sobre a dívida são públicas e como tal devem ser tratadas. Nós temos como contribuir e estamos à disposição para ajudar. A constituição prevê que nenhuma informação pode ser negada. Queremos saber como os recursos estão sendo utilizados".
No fim do dia as 44 categorias de servidores estaduais do Rio Grande do Sul que compõem o Movimento Unificado se reuniram no auditório da Fessergs para fazer um balanço do primeiro dia de greve do funcionalismo. Na reunião o Movimento sinalizou a possibilidade de prolongar até sexta-feira a paralisação das categorias, inicialmente prevista para ser encerrada na próxima quinta-feira. A possibilidade de prolongar a paralisação deve ser tomada até quarta-feira, em assembleias individuais das categorias.
Durante a semana várias ações serão realizadas na capital e interior do estado simultaneamente. Veja as principais mobilizações aprovadas:
01/09 - Terça-feira: às 5h30 o Movimento Unificado acompanha o aquartelamento da Brigada Militar e, às 9h, está previsto um protesto em frente ao Centro Administrativo, na Capital, além de ações isoladas no interior do Estado.
02/09 - Quarta-feira: ao meio-dia, os servidores promovem um "barulhaço", chamado de "Acorda, Sartori", em diversos pontos do Estado por oito minutos — sendo que cada minuto representaria os meses de governo de Sartori e o tempo que as entidades entendem que ele teria tido para ter tomado medidas para solucionar a crise estadual.
03/09 - Quinta-feira: às 9h30 e às 11h os servidores acompanham duas audiências na Assembleia Legislativa. Às 14h, apoiam um ato público promovido pelo Cpers em frente ao Palácio Piratini. A partir das 17h, uma reunião vai discutir o projeto dos três senadores gaúcho, com presença de Paulo Paim, na sede da Fessergs, que revisa a dívida do RS com a União. Pelo texto, o Estado passaria de devedor a credor de R$ 5 bilhões.
04/09 - Sexta-feira: Movimento Unificado realiza a partir da 9h protesto na Expointer. Às 14h realizam reunião de avaliação da semana em local ainda a ser definido.
Tatiana Danieli
Jornalista Diplomada - MTB 8781





