São 25 anos em defesa do funcionalismo
Data da postagem: 11 Maio 2015
São 25 anos em defesa do funcionalismo
Sérgio Arnoud
São 25 anos de estrada da Federação Sindical dos Servidores Públicos/RS (Fessergs), lutando ao lado do funcionalismo estadual por melhores condições de trabalho, mais qualificação e melhores salários. Também são 25 anos lutando por mais investimentos no serviço público e por mais presença do Estado junto à população gaúcha.
Ao longo desse tempo, combatemos aqueles que querem menos Estado, menos serviços públicos e menos servidores. Combatemos aqueles que desejam transferir esses serviços para prestadores de serviços contratados que, além de não terem compromisso com a sociedade, apenas visam lucros. Essa filosofia se deriva das concepções neoliberais que almejam transferir os serviços públicos para a iniciativa privada. O que isso significa? Significa mais cobranças, mais taxas, mais descompromisso, como o que assistimos agora com a energia que foi transferida a empresas multinacionais, que cobram abusivamente pelos serviços prestados.
A cartelização é uma das características mais nefastas do domínio econômico sobre determinados setores. Sempre que há concentração, monopólio, a consequência é a imposição de preços, sem a concorrência entre diversos fornecedores. Isto nos remete ao novo desafio que representa o Tisa ? nomenclatura inglesa do Acordo Internacional sobre o Comércio de Serviços que está sendo articulada pelos EUA e União Europeia e que visa facilitar a internacionalização nos serviços públicos. A terceirização que tramita no Congresso é passo decisivo nesse sentido, pois permitirá a contratação de prestadoras de serviços, desqualificando os serviços públicos. O passo seguinte é a transferência da prestação a empresas multinacionais que atuam na educação, transportes, correios, água, luz e segurança, entre outros.
Dentro dessa luta, se insere o combate à proposta de terceirização total, sem limites. Nós, servidores, somos testemunhas do que representa a exploração dos terceirizados no serviço público. Para cada R$ 3,00 que a empresa cobra do Estado, paga apenas R$ 1,00 para o terceirizado, que não possui sindicato nem a quem recorrer. Essa é a realidade que precisamos evitar, pois representa um retrocesso trabalhista, constituindo-se em uma forma de burlar a CLT. Terceirizar é abrir as portas do Estado para as empresas prestadoras de serviços, de quem a sociedade não terá como cobrar responsabilidades.
Presidente da Fessergs

Fonte:
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=196239
Sérgio Arnoud
São 25 anos de estrada da Federação Sindical dos Servidores Públicos/RS (Fessergs), lutando ao lado do funcionalismo estadual por melhores condições de trabalho, mais qualificação e melhores salários. Também são 25 anos lutando por mais investimentos no serviço público e por mais presença do Estado junto à população gaúcha.
Ao longo desse tempo, combatemos aqueles que querem menos Estado, menos serviços públicos e menos servidores. Combatemos aqueles que desejam transferir esses serviços para prestadores de serviços contratados que, além de não terem compromisso com a sociedade, apenas visam lucros. Essa filosofia se deriva das concepções neoliberais que almejam transferir os serviços públicos para a iniciativa privada. O que isso significa? Significa mais cobranças, mais taxas, mais descompromisso, como o que assistimos agora com a energia que foi transferida a empresas multinacionais, que cobram abusivamente pelos serviços prestados.
A cartelização é uma das características mais nefastas do domínio econômico sobre determinados setores. Sempre que há concentração, monopólio, a consequência é a imposição de preços, sem a concorrência entre diversos fornecedores. Isto nos remete ao novo desafio que representa o Tisa ? nomenclatura inglesa do Acordo Internacional sobre o Comércio de Serviços que está sendo articulada pelos EUA e União Europeia e que visa facilitar a internacionalização nos serviços públicos. A terceirização que tramita no Congresso é passo decisivo nesse sentido, pois permitirá a contratação de prestadoras de serviços, desqualificando os serviços públicos. O passo seguinte é a transferência da prestação a empresas multinacionais que atuam na educação, transportes, correios, água, luz e segurança, entre outros.
Dentro dessa luta, se insere o combate à proposta de terceirização total, sem limites. Nós, servidores, somos testemunhas do que representa a exploração dos terceirizados no serviço público. Para cada R$ 3,00 que a empresa cobra do Estado, paga apenas R$ 1,00 para o terceirizado, que não possui sindicato nem a quem recorrer. Essa é a realidade que precisamos evitar, pois representa um retrocesso trabalhista, constituindo-se em uma forma de burlar a CLT. Terceirizar é abrir as portas do Estado para as empresas prestadoras de serviços, de quem a sociedade não terá como cobrar responsabilidades.
Presidente da Fessergs

Fonte:
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=196239





