Governador não descarta medida para os próximos meses
Fernanda Nascimento
A oposição ao governo do Estado e sindicatos de servidores do Executivos repudiaram a sinalização do governador José Ivo Sartori (PMDB) de que os salários do funcionalismo público podem sofrer atrasos nos próximos meses. A Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul (Fessergs) afirmou que irá utilizar todos os "meios políticos e jurídicos para garantir o pagamento dos salários dos servidores". Já o deputado Valdeci Oliveira (PT), uma das principais lideranças petistas na Assembleia Legislativa, disse que, se tomada, a medida será "equivocada" e prejudicará o desenvolvimento do Estado.
Na sexta-feira, Sartori conversou com jornalistas em um almoço no Palácio Piratini e afirmou que o atraso poderia acontecer, não imediatamente, mas nos próximos meses. De acordo com o governador, "se não tiver dinheiro, não tem como pagar". O chefe do Executivo fez a ressalva de que a medida dependerá dos resultados obtidos pelas medidas de contenção de gastos adotadas no Estado.
Em nota, o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud, reclamou que, ao longo da campanha eleitoral, "em nenhum momento a possibilidade de atraso nos salários do funcionalismo foi aventada". Para o dirigente sindical, um atraso na folha de pagamento é "totalmente inadmissível, pois irá penalizar os servidores e a população que recebe os serviços públicos". Valdeci Oliveira diz que o governador demonstra "fraqueza" com o discurso e "não possui capacidade administrativa para lidar com as finanças estaduais". O petista reconhece que o problema nas finanças públicas é grave, mas avalia que Sartori ainda não apresentou "uma medida concreta sequer para enfrentar a questão".
O tema deve continuar reverberando ao longo da semana, especialmente na Assembleia Legislativa. Sem as comissões parlamentares instaladas - a posse acontecerá amanhã -, a apreciação de projetos de lei pelos deputados ainda não aconteceu e o primeiro mês do Legislativo tem sido utilizado pelos parlamentares para debater ações de governo na tribuna.
Fonte: jcrs.uol.com.br/site/noticia.php





