CP - 18/08/2013 - Artigo: Os servidores públicos no Brics
Data da postagem: 19 Ago 2013
SÉRGIO ARNOUD
O Ciclo de debates sobre o BRICS, bloco econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, recentemente realizado em Brasília, revelou a dura realidade dos servidores públicos e dos serviços que são prestados nos países em questão.
O Brics surgiu como alternativa à ultrapassada hegemonia existente desde os anos 40 do século passado, de poucos ricos países nos órgãos de governança global, como FMI, Banco Mundial e outros, buscando criar um melhor equilíbrio entre países desenvolvidos e aqueles em via de desenvolvimento.
Nesse contexto, vemos que os serviços públicos foram alvos preferenciais, sendo prejudicados e precarizados por políticas de cunho neoliberais ordenadas pelas instituições financeiras internacionais. Políticas essas que geraram sensível piora nos serviços essenciais à população, promovendo cortes orçamentários, redução de investimentos, desregulamentação e perdas de postos de trabalho, em prejuízo de toda a sociedade.
O Ciclo de debates sobre o BRICS, bloco econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, recentemente realizado em Brasília, revelou a dura realidade dos servidores públicos e dos serviços que são prestados nos países em questão.
O Brics surgiu como alternativa à ultrapassada hegemonia existente desde os anos 40 do século passado, de poucos ricos países nos órgãos de governança global, como FMI, Banco Mundial e outros, buscando criar um melhor equilíbrio entre países desenvolvidos e aqueles em via de desenvolvimento.
Refletia, ainda, as críticas feitas por esses países integrantes do Brics às políticas ditadas por tais órgãos de governança, em particular as imposições referentes ao comércio internacional e as condições impostas à obtenção de empréstimos e refinanciamento de dívidas externas.

João Domingos Gomes dos Santos e Sérgio Arnoud, respectivamente presidente e dir. de Assuntos Internacionais da CSPB

João Domingos Gomes dos Santos e Sérgio Arnoud, respectivamente presidente e dir. de Assuntos Internacionais da CSPB
Nesse contexto, vemos que os serviços públicos foram alvos preferenciais, sendo prejudicados e precarizados por políticas de cunho neoliberais ordenadas pelas instituições financeiras internacionais. Políticas essas que geraram sensível piora nos serviços essenciais à população, promovendo cortes orçamentários, redução de investimentos, desregulamentação e perdas de postos de trabalho, em prejuízo de toda a sociedade.
Atualmente esses países hegemônicos, liderados pelos Estados Unidos, estão gestando um novo acordo autodenominado de Tisa, Acordo sobre o Comércio de Serviços, na sigla em inglês, pelo qual se prevê forte privatização e desregulamentação de serviços públicos, em favor das empresas multinacionais e em prejuízo de toda a população. É importante que estejamos alerta diante de mais essa ameaça.
Mas em meio a tudo isso, flagramos uma realidade comum no âmbito de todos os países integrantes do Brics. Em todos eles inexiste a negociação coletiva e o direito de greve. Urge a subscrição das convenções 151 e 154 da OIT - Organização Internacional do Trabalho e sua aplicação integral.
É essa a luta que a Fessergs - Federação dos Servidores Públicos Estaduais, juntamente com a CSPB - Confederação dos Servidores Públicos está desenvolvendo, com a ajuda da NCST - Nova Central Sindical dos Trabalhadores, para garantir direitos aos servidores e serviços públicos de qualidade para toda a sociedade.
presidente da Fessergs
Fonte: Jornal Correio do Povo - 18/08/2013 - pg 02
presidente da Fessergs
Fonte: Jornal Correio do Povo - 18/08/2013 - pg 02





