
A paralisação dos médicos foi considerada pelo presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul (Fessergs), Sérgio Arnoud, como locaute, forma de pressão na qual o poder econômico se impõe sobre os interesses pessoais. A declaração foi feita durante ato em defesa do sistema IPE-Saúde e do IPE, ontem, na Assembleia Legislativa. O evento foi uma resposta à paralisação dos médicos. Para Arnoud, 'houve uma radicalização inoportuna porque estava havendo negociação'. 'O que o IPE paga aos médicos é muito superior ao que o SUS repassa', afirmou.
O diretor-presidente do IPE, Valter Morigi, garantiu que a instituição está aberta ao diálogo e mantém orçamento superior ao do SUS no Estado. 'Demos um reajuste em 2011 de 40%. A consulta está em R$ 47,00. Vamos ver a possibilidade de aumentar, mas cada real é mais R$ 1 milhão no orçamento.' O presidente da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública, Pio Dresch, lembrou que o IPE-Saúde não pode ser comparado com particulares. 'O IPE faz milagre com o que recebe dos segurados e paga mais aos médicos que os planos particulares, pois são 1 milhão de pessoas.'
Fonte: Jornal Correio do Povo - 23/05/2013 - pág. 22 - Geral
Foto: André Ávila - CP





