Servidores do Daer são contrários à criação da Empresa Gaúcha de Rodovias
Data da postagem: 17 Maio 2012
Em reunião ordinária nesta quinta-feira (17), os membros da Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle ouviram a manifestação de representantes dos servidores do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), contrários à criação da Empresa Gaúcha de Rodovias S.A., proposta pelo Poder Executivo.

No período destinado a Assuntos Gerais, o servidor do Daer Laércio Pinto da Silva apresentou aos deputados a contrariedade do corpo técnico da instituição à aprovação do PL 94/2012, do Executivo, que autoriza a criação da Empresa Gaúcha de Rodovias S.A. De acordo com Silva, o novo órgão teria a atribuição de gerenciar a estrutura de pedágios comunitários, tarefa que hoje já cabe a uma diretoria do Daer. Na opinião dos servidores, a melhor saída seria reestruturar o departamento, com recursos, equipamentos e pessoal. Silva também fez críticas ao PL, pois a matéria não traria informações sobre como será composto o corpo técnico do novo órgão. Para Silva, funcionários experientes do Daer acabariam cedidos à empresa.



Sobre o tema, também se manifestou a presidente do Sindicato dos Servidores do Daer, Eunice Bello, que classificou a proposta de criação da Empresa Gaúcha de Rodovias S.A. como “nefasta” para a sociedade gaúcha, pois representará um alto custo. Ela salientou que, mesmo trabalhando sem as condições necessárias, os funcionários do departamento são muito comprometidos e eficientes. Nesse sentido, bastaria dar uma melhor estrutura à instituição que já existe.

A deputada Zilá Breitenbach (PSDB) destacou que, apesar de certos problemas, o Daer tem desempenhado suas funções ao longo dos anos de maneira satisfatória. “Ninguém terá a experiência e o comprometimento que o Daer tem”, afirmou. Ela sugeriu que a estrutura a ser criada para a nova empresa seja oferecida ao Daer.

Já o deputado João Fischer (PP) lembrou que há na Comissão de Participação Legislativa Popular requerimento de sua autoria solicitando a realização de audiência pública para tratar do tema. Também na opinião do deputado, a criação de uma nova empresa não é a mais adequada.

A presidente da comissão mostrou-se favorável à realização de uma audiência pública, com o objetivo de oferecer aos parlamentares subsídios sobre o tema. Para ela, a necessidade de criação de uma nova empresa é discutível. “Vamos aparelhar a estrutura que já existe para que ela realmente possa desempenhar a sua função, com mais condições de trabalho. Porque, se já existe um órgão que cuida disso, não há necessidade de criar um órgão paralelo”, disse.

Fonte: Agência AL - www.al.rs.gov.br
Foto: Galileu Oldenburg