Servidores da Saúde rejeitam nova proposta do governo
Data da postagem: 10 Maio 2012
Em reunião realizada nesta quinta-feira (10) com o secretário da Saúde, Ciro Simoni e com a secretária da Administração e Recursos Humanos, Stela Farias, os representantes dos servidores da Saúde receberam uma proposta que não agradou a categoria. Foi oferecido pelo governo um índice de reajuste, a ser pago a partir de 1º de julho, de 9%, além do aumento da dedicação exclusiva para 50% do valor do básico. Em janeiro de 2013 seria pago 75% da dedicação exclusiva, e em janeiro de 2014, chegaria a 100%. Os servidores da saúde foram representados pelo secretário-geral da FESSERGS, Flávio Berneira, pela presidente do Sindissama, Márcia Elisa Trindade e pelo presidente do Sintergs, Lucídio Ávila.

Conforme a argumentação dos dirigentes, as perdas acumuladas chegam a 23% e com o reajuste de apenas 9%, o salário dos servidores de nível médio chegaria a R$ 713,00, abaixo do salário mínimo regional. Foi cobrado ainda o fato de o governo ter concedido um índice de reajuste para o salário mínimo regional, obrigando o setor privado a cumprir, mas o próprio Executivo não estava respeitando. Foi lembrado também aos secretários, que mesmo o Rio Grande do Sul sendo o Estado da Federação que menos investe na Saúde, é o 3º colocado em qualidade na prestação de serviços do setor no país.



Ao final da reunião a proposta foi levada aos servidores que estavam aguardando em grande número no saguão do CAFF., que analisaram e a rejeitaram por unanimidade.Os funcionários da Saúde decidiram que continuarão mobilizados, não descartando uma paralisação, que iria prejudicar inclusive, a campanha da vacinação. Um próximo encontro foi marcado pelo governo para o dia 17 de maio, data na qual os servidores aguardam que a proposta seja melhorada.

Tatiana Danieli
Jornalista Diplomada - MTB 8781
* Com informações de Renato Bohusch