Fessergs e Movimento Unificado requerem dados oficiais que teriam embasado Pacote do Governo
Data de publicação: 22 Out 2019

A Fessergs e dezenas de entidades de servidores públicos estaduais, que veem no Pacote uma formatação imprecisa e marqueteira, sem detalhamento de dados e destinada apenas a culpar os servidores pela crise, protocolaram pedido de informações baseados na Lei de Transparência. Há contradições flagrantes entre dados genericamente divulgados e os relatórios do Tribunal de Contas.

Na verdade, o governo quer descarregar sobre as costas dos servidores, tachados de marajás, onde é preciso esclarecer que 72% ganham até 4 mil, a falta de gestão. Enquanto isso, alivia através de Refaz, os devedores de ICMS do ano passado, perdoando 90% de juros e multas, com parcelamentos de 10 anos. Isso é premiar a sonegação e desestimular os bons empresários. Isso é má gestão!

Durante o encontro o secretário Otomar anunciou que o Governo do Estado decidiu, na tarde desta segunda-feira, ampliar até sexta-feira o prazo para receber sugestões aos projetos que alteram as carreiras e a previdência dos servidores públicos estaduais, que deverá encaminhar à Assembleia Legislativa. O pedido de ampliação do prazo havia sido solicitado na semana passada por representantes da Fessergs para debater temas do projeto de Reforma Estrutural do Estado. 
 

Os representantes da Fessergs protocolaram ainda um documento de 20 páginas com sugestões e análises sobre a minuta divulgada pelo Executivo. O estudo foi elaborado inicialmente com dados da Fessergs, Afocefe/Sindicato, Sindispge, Sindissama e Sintergs. Após, esses dados foram aprofundados por uma técnica, advogada tributarista, especialista em serviço público. Participaram da entrega Fessergs, Amapergs, Afocefe/Sindicato, Sindispge, Sintergs, Sisdaer, Sindissama, entidades do Movimento Unificado e representantes da Central dos Sindicatos Brasileiros e da Central Geral dos Trabalhadores Brasileiros. 
 

A principal preocupação das categorias é com relação às aposentadorias. "Os servidores estão apavorados. Querem se aposentar em massa, alertou o presidente do Sisdaer, Sérgio Roza. Isso foi contestado pelo procurador geral do Estado, Eduardo Costa, presente na reunião. Os incentivos fiscais também foram alvo e constam no estudo. "Não somos contra, mas é imprescindivel rever com muito mais critério", disse o diretor da Amapergs/Sindicato, Marcos Correa.
 

Márcia Elisa Trindade, secretária Geral da Fessergs ainda levantou a questão do IPE-SAÚDE que o governo abrir para conselhos de categorias, tornando-o praticamente um plano privado. "O IPE vai se exaurir, deixará de ser público. Iremos sucumbir, pois iremos pagar o preço de um plano de saúde privado. Não teremos garantia de que ele permanecerá público", alerta.

Tatiana Danieli
Jornalista - MTB 8781