Dia do trabalho também é dia de servidor público
Data da postagem: 1 Maio 2015

Os serviços públicos são essenciais para o crescimento econômico
Internacional de Serviços Públicos, 12 de fevereiro de 2015 – “Há muitos motivos pelos quais os serviços públicos são essenciais para o crescimento econômico, enquanto outros modelos que promovem cortes nos gastos públicos e favorecem os interesses privados tendem inevitavelmente a fracassar”.
É assim que Rosa Pavanelli, Secretária Geral da Internacional de Serviços Públicos (ISP), se dirigiu a um painel de discussão sobre “o modelo de crescimento econômico do G20”, durante as reuniões de alto nível entre as Federações Sindicais Internacionais, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional em 11 de fevereiro em Washington.
“Em circunstâncias de recessão e subemprego, o gasto público tem um claro efeito de incentivo”, diz Pavanelli. “Nós sabemos disso há muito tempo e qualquer um que tenha observado o impacto das medidas de austeridade na Europa pode reconhecer isso hoje. Mesmo o FMI tem reconhecido ao longo do tempo a importância do gasto público como agente multiplicador”.
“Além disso, os serviços públicos contribuem para a produtividade do trabalho, uma menor desigualdade e para a estabilidade macroeconômica necessária para o crescimento e especialmente para a defesa contra choques. A crise do ebola é um exemplo claro de como a falta de investimento em serviços de saúde públicos e universais afetam a economia global”.
A Secretária Geral da ISP destacou que as Instituições Financeiras Internacionais (IFIs) promovem ‘modelos de crescimento econômico’ que visam favorecer os interesses privados em vez de proteger o interesse público e os bens comuns. As reformas trabalhistas que reduzem os direitos dos trabalhadores e a estabilidade no emprego, e o estímulo fiscal que legaliza a evasão fiscal para os investidores estrangeiros, em particular nas empresas multinacionais, agravaram a situação ao invés de impulsionar a recuperação. Dentre esses modelos, também promovido pelo Banco Mundial, o G20, a OCDE, e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, se encontram as parcerias público-privadas (PPPs).
“Existem numerosas provas de que as PPPs são mais caras e muito menos eficazes e muitas vezes geram corrupção, o que prejudica seriamente a economia e os/as contribuintes, sem mencionar que muitas vezes não ajudam a proteger o meio ambiente e não garantem o acesso universal a serviços públicos de qualidade”, diz Pavanelli.
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