Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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Artigo JC - 23.06.2010: Meritocracia

Notícia da edição impressa no Jornal do Comércio de 23/06/2010 Meritocracia Vicente Bogo O tema da adoção da meritocracia no serviço público encontra larga aceitação política e social e reação por parte de servidores públicos temendo possíveis perdas. Meritório, segundo o dicionário Aurélio, é o ‘que merece mérito ou louvor, louvável’. Para haver merecimento, além da natural distinção de potencial humano, é preciso que haja empenho, esforço, sacrifício. Ainda que a natureza dote alguns com maiores facilidades do que outros diante de uma mesma situação. Do contrário, seria impedir a progressão daqueles que, apresentando aptidões especiais, possam contribuir de modo especialíssimo na evolução do conjunto social. Aliás, da observação das espécies nota-se sua natural seleção pela sobrevivência ou prevalência dos mais capazes. Uma sociedade sem líderes é fadada ao caos, guerra civil, a autodestruição. Não se trata de eliminar da esfera pública aqueles que não apresentam capacidades superiores. Isto sim seria constituir uma casta na estrutura pública e social. O que justifica o debate da adoção da meritocracia na estrutura do Estado é a necessidade evidente de melhorar os serviços públicos. Por tabela, eventualmente, reduzir o gasto público. Aliás, este último aspecto atemoriza parte dos atuais servidores. No atual modelo remuneratório o desempenho não gera diferencial, pois os fatores de diferenciação são os de titulação e tempo de serviço. Ora, a meritocracia que vem sendo proposta, tanto no nível federal quanto no estadual, se refere ao alcance de determinadas metas de resultado. Isto recomenda que além de se considerar metas a alcançar em determinado órgão ou setor, também seja considerado a efetiva contribuição e empenho de cada um naquele conjunto examinado, considerando as particularidades próprias da área envolvida. De variados modos, a meritocracia já está presente na iniciativa privada, nas empresas, como se pode ver pela participação nos resultados e programas de ascensão funcional. Em suma, os cidadãos querem pagar menos impostos e obter melhor prestação pública. Ex-vice-governador
Notícia da edição impressa no Jornal do Comércio de 23/06/2010

Meritocracia

Vicente Bogo

O tema da adoção da meritocracia no serviço público encontra larga aceitação política e social e reação por parte de servidores públicos temendo possíveis perdas. Meritório, segundo o dicionário Aurélio, é o ‘que merece mérito ou louvor, louvável’. Para haver merecimento, além da natural distinção de potencial humano, é preciso que haja empenho, esforço, sacrifício. Ainda que a natureza dote alguns com maiores facilidades do que outros diante de uma mesma situação. Do contrário, seria impedir a progressão daqueles que, apresentando aptidões especiais, possam contribuir de modo especialíssimo na evolução do conjunto social. Aliás, da observação das espécies nota-se sua natural seleção pela sobrevivência ou prevalência dos mais capazes. Uma sociedade sem líderes é fadada ao caos, guerra civil, a autodestruição. Não se trata de eliminar da esfera pública aqueles que não apresentam capacidades superiores. Isto sim seria constituir uma casta na estrutura pública e social. O que justifica o debate da adoção da meritocracia na estrutura do Estado é a necessidade evidente de melhorar os serviços públicos.

Por tabela, eventualmente, reduzir o gasto público. Aliás, este último aspecto atemoriza parte dos atuais servidores. No atual modelo remuneratório o desempenho não gera diferencial, pois os fatores de diferenciação são os de titulação e tempo de serviço. Ora, a meritocracia que vem sendo proposta, tanto no nível federal quanto no estadual, se refere ao alcance de determinadas metas de resultado. Isto recomenda que além de se considerar metas a alcançar em determinado órgão ou setor, também seja considerado a efetiva contribuição e empenho de cada um naquele conjunto examinado, considerando as particularidades próprias da área envolvida. De variados modos, a meritocracia já está presente na iniciativa privada, nas empresas, como se pode ver pela participação nos resultados e programas de ascensão funcional. Em suma, os cidadãos querem pagar menos impostos e obter melhor prestação pública.

Ex-vice-governador