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ZH - 30.04.2010: APOSENTADOS - Lula poderá rever o novo reajuste

30 de abril de 2010 | N° 16321 APOSENTADOS Lula poderá rever o novo reajuste Declaração foi feita pelo ministro Bernardo e renova expectativas de um possível acordo Uma afirmação do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, pode dar novo rumos às negociações do polêmico reajuste para os aposentados. Há expectativa de que o governo federal possa mudar de posição. Bernardo admitiu ontem que o governo federal poderá optar por uma postura mais flexível, caso o Legislativo escolha por aprovar um reajuste para os aposentados acima de 6,14%, fixado no texto original da medida provisória em vigor desde 1º de janeiro. Ele lembrou que o presidente Lula já disse que qualquer reajuste acima desse percentual poderá ser vetado. – Conforme o caso, o presidente pode mudar – disse o Bernardo ao chegar ao Ministério da Fazenda para participar da reunião mensal do Conselho Monetário Nacional (CMN). Após muita negociação e nenhum avanço nos últimos dias, as atenções se voltam para a votação, no plenário da Câmara, remarcada para a próxima semana. O que promete novas discussões acaloradas. Os senadores reafirmaram que vão votar o índice de 7,71%, mantendo o impasse na votação. A situação do governo não é nada fácil. Os deputados querem fechar acordo com o Senado em torno de um único índice para evitar desgaste político em ano eleitoral. Por isso, resistem em aprovar os 7% negociados com o presidente Lula. Apesar do impasse, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), ainda acredita em uma solução favorável ao governo: – Estou confiante em fazer um acordo com o índice de 7%. Está perto de chegar a esse acordo O risco Deputados suspeitam que o governo pretende deixar a medida provisória perder a validade no dia 1º de junho. Com isso, uma outra medida com um índice novo seria editada pelo presidente. E a votação da nova MP passaria para o mês de outubro, após as eleições. O impacto anual do aumento de 6,14% para os cofres públicos está estimado em R$ 3 bi. Se o reajuste dos aposentados saltar para 7,71%, o governo terá de desembolsar outros R$ 1,8 bilhão. Fonte: Zero Hora - 30/04/2010 - Pág. 27
30 de abril de 2010 | N° 16321

APOSENTADOS

Lula poderá rever o novo reajuste

Declaração foi feita pelo ministro Bernardo e renova expectativas de um possível acordo

Uma afirmação do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, pode dar novo rumos às negociações do polêmico reajuste para os aposentados. Há expectativa de que o governo federal possa mudar de posição.

Bernardo admitiu ontem que o governo federal poderá optar por uma postura mais flexível, caso o Legislativo escolha por aprovar um reajuste para os aposentados acima de 6,14%, fixado no texto original da medida provisória em vigor desde 1º de janeiro. Ele lembrou que o presidente Lula já disse que qualquer reajuste acima desse percentual poderá ser vetado.

– Conforme o caso, o presidente pode mudar – disse o Bernardo ao chegar ao Ministério da Fazenda para participar da reunião mensal do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Após muita negociação e nenhum avanço nos últimos dias, as atenções se voltam para a votação, no plenário da Câmara, remarcada para a próxima semana. O que promete novas discussões acaloradas.

Os senadores reafirmaram que vão votar o índice de 7,71%, mantendo o impasse na votação. A situação do governo não é nada fácil. Os deputados querem fechar acordo com o Senado em torno de um único índice para evitar desgaste político em ano eleitoral. Por isso, resistem em aprovar os 7% negociados com o presidente Lula.

Apesar do impasse, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), ainda acredita em uma solução favorável ao governo:

– Estou confiante em fazer um acordo com o índice de 7%. Está perto de chegar a esse acordo

O risco

Deputados suspeitam que o governo pretende deixar a medida
provisória perder a validade no dia 1º de junho. Com isso, uma outra medida com um índice novo seria editada pelo presidente. E a votação da nova MP passaria para o mês de outubro, após as eleições.

O impacto anual do aumento de 6,14% para os cofres públicos está estimado em R$ 3 bi.

Se o reajuste dos aposentados saltar para 7,71%, o governo terá de
desembolsar outros R$ 1,8 bilhão.

Fonte: Zero Hora - 30/04/2010 - Pág. 27