Jornal Correio do Povo - Geral
ANO 115 Nº 197 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 15 DE ABRIL DE 2010
Paralisação da PF afetou Aeroporto
Devido à operação-padrão, extensas filas se formaram no saguão de embarque. A categoria quer reajuste
A paralisação nacional de 24 horas da Polícia Federal provocou extensas filas, totalizando milhares de passageiros, ao longo do dia de ontem, no saguão de embarque do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Os policiais federais realizaram a chamada operação-padrão, que consiste em verificar os documentos e as bagagens, inclusive nos detectores de raios-x, de todos os passageiros, em vez do habitual procedimento de checagem aleatória. A Infraero assegurou que nenhum voo teve atraso por causa desse procedimento, apesar da demora nos embarques.
O movimento atingiu ainda os portos e postos de fronteira, onde os policiais federais também fizeram a operação-padrão, examinando cada veículo e suas cargas. A paralisação também interrompeu os serviços de atendimento ao público, como oitivas, porte de arma, atendimento a estrangeiros, controle de empresas de vigilância, bancos e produtos químicos e emissão de passaportes, que são concedidos somente em casos emergenciais. Funcionaram apenas os plantões e a custódia de presos. Em Porto Alegre, um ato público foi realizado no saguão da Superintendência Regional da Polícia Federal, na avenida Ipiranga. Manifestações ocorreram também nas 13 delegacias de PF no Interior.
O movimento envolveu delegados, agentes, peritos, papiloscopistas e escrivães da PF. As categorias reivindicam a reestruturação salarial dos servidores e protestam contra o tratamento dispensado pelo governo. Para o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Sandro Torres Avelar, a paralisação é uma "atitude em resposta ao tratamento desrespeitoso recebido por parte do governo federal". Segundo ele, a proposta de reestruturação das carreiras aguarda há um ano uma definição do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O projeto, recordou o presidente da ADPF, tinha sido encaminhado pelo Ministério da Justiça. Sandro Torres Avelar ressaltou que todas as categorias funcionais do quadro das carreiras típicas de Estado recebem mais que os policiais federais, que desde 2002 tiveram apenas 83,3% de variação salarial, enquanto as demais carreiras do Executivo receberam entre 140% e 552,8% de reajuste.
Em nota oficial divulgada ontem, a ADPF lamentou "os prejuízos que possa causar à sociedade brasileira, sobretudo quando há centenas de investigações em andamento, com o país às vésperas de uma eleição presidencial e se preparando para dois importantes eventos, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016". Para a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, as categorias foram conduzidas "a essa situação" e permanecerão em estado de mobilização permanente até que seja aberta mesa de negociação com o governo federal, para tratar da pauta de reivindicação.
Na região Central, protesto durou 3 horas
Os 70 policiais federais que atuam em 33 municípios da região Central do RS aderiram à greve nacional e paralisaram suas atividades das 9h às 12h dessa quarta-feira. Com isso, não foram emitidos passaportes nem feitos encaminhamentos de porte de arma e atendimento a estrangeiros. O representante do sindicato na região, José Getúlio Pompeo, disse que a categoria reivindica a retomada das negociações salariais com o governo federal.
Fonte: Correio do Povo - 15/04/2010
CP - 15.04.2010: Paralisação da PF afetou Aeroporto
Jornal Correio do Povo - Geral ANO 115 Nº 197 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 15 DE ABRIL DE 2010 Paralisação da PF afetou Aeroporto Devido à operação-padrão, extensas filas se formaram no saguão de embarque. A categoria quer reajuste A paralisação nacional de 24 horas da Polícia Federal provocou extensas filas, totalizando milhares de passageiros, ao longo do dia de ontem, no saguão de embarque do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Os policiais federais realizaram a chamada operação-padrão, que consiste em verificar os documentos e as bagagens, inclusive nos detectores de raios-x, de todos os passageiros, em vez do habitual procedimento de checagem aleatória. A Infraero assegurou que nenhum voo teve atraso por causa desse procedimento, apesar da demora nos embarques. O movimento atingiu ainda os portos e postos de fronteira, onde os policiais federais também fizeram a operação-padrão, examinando cada veículo e suas cargas. A paralisação também interrompeu os serviços de atendimento ao público, como oitivas, porte de arma, atendimento a estrangeiros, controle de empresas de vigilância, bancos e produtos químicos e emissão de passaportes, que são concedidos somente em casos emergenciais. Funcionaram apenas os plantões e a custódia de presos. Em Porto Alegre, um ato público foi realizado no saguão da Superintendência Regional da Polícia Federal, na avenida Ipiranga. Manifestações ocorreram também nas 13 delegacias de PF no Interior. O movimento envolveu delegados, agentes, peritos, papiloscopistas e escrivães da PF. As categorias reivindicam a reestruturação salarial dos servidores e protestam contra o tratamento dispensado pelo governo. Para o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Sandro Torres Avelar, a paralisação é uma "atitude em resposta ao tratamento desrespeitoso recebido por parte do governo federal". Segundo ele, a proposta de reestruturação das carreiras aguarda há um ano uma definição do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O projeto, recordou o presidente da ADPF, tinha sido encaminhado pelo Ministério da Justiça. Sandro Torres Avelar ressaltou que todas as categorias funcionais do quadro das carreiras típicas de Estado recebem mais que os policiais federais, que desde 2002 tiveram apenas 83,3% de variação salarial, enquanto as demais carreiras do Executivo receberam entre 140% e 552,8% de reajuste. Em nota oficial divulgada ontem, a ADPF lamentou "os prejuízos que possa causar à sociedade brasileira, sobretudo quando há centenas de investigações em andamento, com o país às vésperas de uma eleição presidencial e se preparando para dois importantes eventos, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016". Para a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, as categorias foram conduzidas "a essa situação" e permanecerão em estado de mobilização permanente até que seja aberta mesa de negociação com o governo federal, para tratar da pauta de reivindicação. Na região Central, protesto durou 3 horas Os 70 policiais federais que atuam em 33 municípios da região Central do RS aderiram à greve nacional e paralisaram suas atividades das 9h às 12h dessa quarta-feira. Com isso, não foram emitidos passaportes nem feitos encaminhamentos de porte de arma e atendimento a estrangeiros. O representante do sindicato na região, José Getúlio Pompeo, disse que a categoria reivindica a retomada das negociações salariais com o governo federal. Fonte: Correio do Povo - 15/04/2010