Jornal Correio do Povo - Capa
ANO 115 Nº 196 - PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2010
Aposentado não terá aumento superior a 7%
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, avisou ontem os líderes dos partidos da base aliada na Câmara dos Deputados que o governo não aceita um reajuste maior do que 7% para os aposentados que ganham acima do salário mínimo. Ele disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem nenhum compromisso com propostas acima de 7% e que não aceita aprovar um acordo feito no Senado de reajuste de 7,7%. "Não há condições para suportar um reajuste desta natureza", garantiu ele.
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, foi mais duro e incisivo ao afirmar que o presidente deverá vetar um eventual aumento superior aos 6,14% acertados pelo governo com as centrais sindicais e que já está sendo pago aos aposentados. "Não há a mínima chance de se evoluir além deste índice."
Mesmo com divergências entre os ministros, líderes governistas afirmaram que a medida provisória 475 de reajuste dos benefícios a quem ganha acima do mínimo só deve ser votada na última semana de abril. Há um grande impasse nas negociações feitas na Câmara com os aliados em torno do índice de 7% ou 7,7%, dois números que o governo não aceita sequer discutir. O acordo, que não é viável nesta semana, é impossível também na próxima em razão do feriado de 21 de abril. Resta, portanto, a última semana de abril para ocorrer uma possível votação.
A proposta de 7% representa um gasto adicional de R$ 1,1 bilhão ao ano em relação ao aumento de 6,14% que já está sendo pago. Já o reajuste de 7,7% representa um gasto a mais de R$ 1,6 bilhão, ou um pouco a mais de R$ 600 milhões, recursos que o governo diz não possuir agora.
Fonte: Correio do Povo - 14/04/2010
CP - 14.04.2010: Aposentado não terá aumento superior a 7%
Jornal Correio do Povo - Capa ANO 115 Nº 196 - PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2010 Aposentado não terá aumento superior a 7% O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, avisou ontem os líderes dos partidos da base aliada na Câmara dos Deputados que o governo não aceita um reajuste maior do que 7% para os aposentados que ganham acima do salário mínimo. Ele disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem nenhum compromisso com propostas acima de 7% e que não aceita aprovar um acordo feito no Senado de reajuste de 7,7%. "Não há condições para suportar um reajuste desta natureza", garantiu ele. O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, foi mais duro e incisivo ao afirmar que o presidente deverá vetar um eventual aumento superior aos 6,14% acertados pelo governo com as centrais sindicais e que já está sendo pago aos aposentados. "Não há a mínima chance de se evoluir além deste índice." Mesmo com divergências entre os ministros, líderes governistas afirmaram que a medida provisória 475 de reajuste dos benefícios a quem ganha acima do mínimo só deve ser votada na última semana de abril. Há um grande impasse nas negociações feitas na Câmara com os aliados em torno do índice de 7% ou 7,7%, dois números que o governo não aceita sequer discutir. O acordo, que não é viável nesta semana, é impossível também na próxima em razão do feriado de 21 de abril. Resta, portanto, a última semana de abril para ocorrer uma possível votação. A proposta de 7% representa um gasto adicional de R$ 1,1 bilhão ao ano em relação ao aumento de 6,14% que já está sendo pago. Já o reajuste de 7,7% representa um gasto a mais de R$ 1,6 bilhão, ou um pouco a mais de R$ 600 milhões, recursos que o governo diz não possuir agora. Fonte: Correio do Povo - 14/04/2010