Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
FESSERGS
Rio Grande do SulServiço público em pauta
FESSERGS

ZH - 07.04.2010: O PESO DOS REAJUSTES

Futuro governador herdará a conta de projetos aprovados na semana passada na Assembleia Legislativa com aval do PiratiniQuem for eleito em outubro para comandar o Estado a partir de 2011 herdará uma conta extra com pessoal de cerca de R$ 800 milhões ao ano. Esse é o gasto adicional na folha do poder público estadual referente a projetos de reajustes aprovados pela Assembleia na semana passada. A estimativa é da Secretaria da Fazenda. No Executivo, o crescimento chega a cerca de R$ 750 milhões. No Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas, o incremento é de R$ 49 milhões. Cumprindo a legislação eleitoral, a governadora Yeda Crusius sancionou e publicou ontem no Diário Oficial pelo menos 23 projetos que envolvem despesas adicionais com servidores. Yeda vetou gastos incluídos pelos deputados na última hora em plenário. Os maiores desembolsos do governo se referem a aumentos salariais concedidos a funcionários da Segurança. A distribuição dos reajustes (de 4% a 17,31%) seguirá critérios da lei da matriz salarial. Para os professores, o valor do vencimento básico subirá 6% em duas parcelas. Somando essas duas áreas, o Estado gastará quase R$ 450 milhões a mais a partir do próximo ano, o que representa 60% do total de R$ 750 milhões. Antes da enxurrada de aumentos, o Executivo gastava, em média, R$ 12 bilhões com salários de servidores a cada ano. Com a aprovação dos projetos, a despesa crescerá 6,3%. Yeda tem dito que a prioridade é valorizar o funcionalismo após a conquista do equilíbrio nas finanças. Conforme o secretário da Fazenda, Ricardo Englert, os reajustes foram meticulosamente calculados de forma a manter as contas no azul. Especialista diz que impacto será maior a médio prazo Apesar do otimismo na Fazenda, o contador e economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos acredita que o impacto será bem maior a médio prazo. Segundo o especialista em finanças públicas, a conta do governo é subestimada. Considerando os aumentos da Lei Britto e o crescimento vegetativo, a folha deve crescer pelo menos R$ 1,3 bilhão em 2011. Este ano, o economista avalia que haverá um incremento de R$ 1,4 bilhão em comparação com 2009. Um dos principais desafios do próximo governador será fazer investimentos em meio ao peso do gasto com pessoal. Santos calcula que cerca de 64% da receita corrente líquida já é destinada à despesa com servidores, o que reduz a margem de manobra do Executivo. – O Estado ficará cada vez mais estrangulado – avalia Santos. Fonte: Zero hora - pág. 10 - 07/04/2010
Futuro governador herdará a conta de projetos aprovados na semana passada na Assembleia Legislativa com aval do PiratiniQuem for eleito em outubro para comandar o Estado a partir de 2011 herdará uma conta extra com pessoal de cerca de R$ 800 milhões ao ano. Esse é o gasto adicional na folha do poder público estadual referente a projetos de reajustes aprovados pela Assembleia na semana passada. A estimativa é da Secretaria da Fazenda.

No Executivo, o crescimento chega a cerca de R$ 750 milhões. No Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas, o incremento é de R$ 49 milhões.

Cumprindo a legislação eleitoral, a governadora Yeda Crusius sancionou e publicou ontem no Diário Oficial pelo menos 23 projetos que envolvem despesas adicionais com servidores. Yeda vetou gastos incluídos pelos deputados na última hora em plenário.

Os maiores desembolsos do governo se referem a aumentos salariais concedidos a funcionários da Segurança. A distribuição dos reajustes (de 4% a 17,31%) seguirá critérios da lei da matriz salarial. Para os professores, o valor do vencimento básico subirá 6% em duas parcelas. Somando essas duas áreas, o Estado gastará quase R$ 450 milhões a mais a partir do próximo ano, o que representa 60% do total de R$ 750 milhões.

Antes da enxurrada de aumentos, o Executivo gastava, em média, R$ 12 bilhões com salários de servidores a cada ano. Com a aprovação dos projetos, a despesa crescerá 6,3%. Yeda tem dito que a prioridade é valorizar o funcionalismo após a conquista do equilíbrio nas finanças. Conforme o secretário da Fazenda, Ricardo Englert, os reajustes foram meticulosamente calculados de forma a manter as contas no azul.

Especialista diz que impacto será maior a médio prazo

Apesar do otimismo na Fazenda, o contador e economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos acredita que o impacto será bem maior a médio prazo. Segundo o especialista em finanças públicas, a conta do governo é subestimada. Considerando os aumentos da Lei Britto e o crescimento vegetativo, a folha deve crescer pelo menos R$ 1,3 bilhão em 2011. Este ano, o economista avalia que haverá um incremento de R$ 1,4 bilhão em comparação com 2009.

Um dos principais desafios do próximo governador será fazer investimentos em meio ao peso do gasto com pessoal. Santos calcula que cerca de 64% da receita corrente líquida já é destinada à despesa com servidores, o que reduz a margem de manobra do Executivo.

– O Estado ficará cada vez mais estrangulado – avalia Santos.

Fonte: Zero hora - pág. 10 - 07/04/2010