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ZH - 23.03.2010 - Piratini estuda nova proposta para professores

Jornal Zero Hora - 23 de março de 2010 | N° 16283 ÚLTIMA TENTATIVA Piratini estuda nova proposta para professores Segundo líder do governo, categoria será chamada para o diálogo se houver avanço em estudos Pressionado pela oposição, o governo do Estado aceitou estudar uma nova proposta salarial para os professores. A promessa do Piratini é avaliar até amanhã uma série de alternativas que se aproximariam das exigências do Cpers. Mas o próprio governo reconhece que a hipótese de enviar à Assembleia o projeto atual – condenado pelo sindicato – continua iminente. Em reunião, o líder da bancada do PT, Elvino Bohn Gass, solicitou ao chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, e ao líder do governo na Assembleia, Adilson Troca (PSDB), um plano para contemplar todos os professores. A atual proposta do governo atinge apenas 20% do magistério. Alinhado com a direção do Cpers, Bohn Gass pediu um percentual de reajuste no salário básico – sobre o qual são calculadas as bonificações do plano de carreira –, e não um complemento nos contracheques, como oferece o Piratini (veja quadro). – E o governo precisa, com urgência, se reunir com a categoria. Houve encontro com todas as categorias, e é estranho que os professores fiquem de fora – diz o petista. Após a reunião, Troca afirmou que a categoria só será chamada se houver avanço nos estudos. Segundo ele, “há uma distância muito grande” entre as reivindicações do Cpers e as limitações financeiras do Estado. Enquanto o projeto do governo provocaria, anualmente, um impacto de R$ 40 milhões nos cofres públicos, a reivindicação do Cpers representa R$ 1 bilhão por ano. – Temos dois dias para trabalhar uma nova proposta, com reajuste para todos os professores – adianta Troca. Mesmo sem acordo com o Cpers, a ideia do governo é enviar o plano para o magistério amanhã ao parlamento. Presidente do sindicato, Rejane de Oliveira garante que a categoria está tolerante a negociações: – Apresentamos uma proposta. Quando há vontade de dialogar, o processo natural é o governo fazer uma contraproposta. O que não pode é mandar um projeto já rejeitado. Para amanhã, o sindicato promete reunir dezenas de professores para uma vigília em frente ao Piratini. Saiba mais O PROJETO - O salário inicial de professores com 40 horas semanais passa de R$ 862 para R$ 1,5 mil, por meio de complemento. - Se futuramente esses professores vierem a receber alguma gratificação que faça seu vencimento ultrapassar os R$ 1,5 mil, deixam de receber o complemento. - O valor do vencimento básico continua igual: R$ 640 para quem trabalha 40 horas por semana. O QUE DIZ O CPERS - Mais de 80% dos professores não são atingidos pela medida. - Professores que hoje recebem menos de R$ 1,5 mil terão dificuldades para pleitear novos reajustes. - O Cpers rejeita a ideia de complemento. A proposta é de um salário básico de R$ 826. Fonte: Jornal Zero Hora - 23/03/2010
Jornal Zero Hora - 23 de março de 2010 | N° 16283

ÚLTIMA TENTATIVA

Piratini estuda nova proposta para professores


Segundo líder do governo, categoria será chamada para o diálogo se houver avanço em estudos

Pressionado pela oposição, o governo do Estado aceitou estudar uma nova proposta salarial para os professores. A promessa do Piratini é avaliar até amanhã uma série de alternativas que se aproximariam das exigências do Cpers. Mas o próprio governo reconhece que a hipótese de enviar à Assembleia o projeto atual – condenado pelo sindicato – continua iminente.

Em reunião, o líder da bancada do PT, Elvino Bohn Gass, solicitou ao chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, e ao líder do governo na Assembleia, Adilson Troca (PSDB), um plano para contemplar todos os professores. A atual proposta do governo atinge apenas 20% do magistério.

Alinhado com a direção do Cpers, Bohn Gass pediu um percentual de reajuste no salário básico – sobre o qual são calculadas as bonificações do plano de carreira –, e não um complemento nos contracheques, como oferece o Piratini (veja quadro).

– E o governo precisa, com urgência, se reunir com a categoria. Houve encontro com todas as categorias, e é estranho que os professores fiquem de fora – diz o petista.

Após a reunião, Troca afirmou que a categoria só será chamada se houver avanço nos estudos. Segundo ele, “há uma distância muito grande” entre as reivindicações do Cpers e as limitações financeiras do Estado. Enquanto o projeto do governo provocaria, anualmente, um impacto de R$ 40 milhões nos cofres públicos, a reivindicação do Cpers representa R$ 1 bilhão por ano.

– Temos dois dias para trabalhar uma nova proposta, com reajuste para todos os professores – adianta Troca.

Mesmo sem acordo com o Cpers, a ideia do governo é enviar o plano para o magistério amanhã ao parlamento. Presidente do sindicato, Rejane de Oliveira garante que a categoria está tolerante a negociações:

– Apresentamos uma proposta. Quando há vontade de dialogar, o processo natural é o governo fazer uma contraproposta. O que não pode é mandar um projeto já rejeitado.

Para amanhã, o sindicato promete reunir dezenas de professores para uma vigília em frente ao Piratini.

Saiba mais:

O PROJETO

- O salário inicial de professores com 40 horas semanais passa de R$ 862 para R$ 1,5 mil, por meio de complemento.
- Se futuramente esses professores vierem a receber alguma gratificação que faça seu vencimento ultrapassar os R$ 1,5 mil, deixam de receber o complemento.
- O valor do vencimento básico continua igual: R$ 640 para quem trabalha 40 horas por semana.

O QUE DIZ O CPERS

- Mais de 80% dos professores não são atingidos pela medida.
- Professores que hoje recebem menos de R$ 1,5 mil terão dificuldades para pleitear novos reajustes.
- O Cpers rejeita a ideia de complemento. A proposta é de um salário básico de R$ 826.

Fonte: Jornal Zero Hora - 23/03/2010