Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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ZH - 16.03.2010: Brigadianos rejeitam nova oferta do Piratini

16 de março de 2010 | N° 16276 NOVO CAPÍTULO Brigadianos rejeitam nova oferta do Piratini Brigadianos rejeitam nova oferta do PiratiniAcirrando ainda mais a disputa com os oficiais superiores, representantes dos servidores de nível médio da Brigada Militar rejeitaram, outra vez, as ofertas salariais do Piratini. – O pessoal quer aumento linear para todo mundo. Ou é isso, ou é nada – resume o presidente da Associação de Sargentos, Subtenentes e Tenentes da corporação, Aparicio Santellano. A decisão dos PMs ocorreu ontem. Durante o encontro, a maior revolta de soldados e sargentos dizia respeito ao reajuste que o governo promete aos oficiais: são 19,9% referentes à Lei Britto – o pagamento seria retroativo a março do ano passado. Os servidores de nível médio apresentaram, na Assembleia, uma contraposta ao líder do governo, deputado Adilson Troca (PSDB). Além de um novo aumento na matriz salarial, exigem do Piratini os mesmos R$ 29 milhões reservados para a retroatividade dos oficiais (veja quadro). – Realmente chegamos a um limite. Começamos oferecendo R$ 87 milhões na matriz salarial e, agora, já estamos em R$ 180 milhões. A situação ficou delicada – avalia Troca. Na semana passada, para aplacar os ânimos, o governo chegou a sinalizar que suspenderia o pagamento retroativo aos oficiais. O resultado foi uma forte pressão de coronéis, tenentes-coronéis e majores. O Piratini voltou atrás, oferecendo a retroatividade de forma parcelada. Os oficiais aceitaram, mas os servidores de nível médio novamente se irritaram. Hoje, Troca reunirá os líderes das associações para revelar a posição oficial sobre a contraproposta. O que está em jogo O QUE É A MATRIZ SALARIAL É uma lei de 2004 que obriga o Estado a investir um percentual do ganho fiscal em salários da segurança pública. Hoje, o governo destina 10% do superávit anual para esta finalidade. O Piratini propõe elevar para 15% essa porcentagem. O QUE OFERECE O GOVERNO - Mesmo se o ano fechar sem superávit, R$ 180 milhões estariam garantidos na matriz salarial de 2010. Outros R$ 111 milhões seriam injetados na matriz de 2011. - Em 2010, oficiais superiores seriam excluídos da matriz, para que o montante seja dividido entre soldados, sargentos, tenentes e capitães. Os soldados, por exemplo, teriam 12% de aumento imediato. - Os oficiais superiores ganhariam, de forma retroativa a março de 2009, reajuste de 19,9% referente à Lei Britto. A parte retroativa, no entanto, seria paga de forma parcelada (o valor total é de R$ 29 milhões), em prazo ainda indefinido. O QUE PEDEM OS SERVIDORES DE NÍVEL MÉDIO - R$ 180 milhões garantidos na matriz salarial de 2010 e de 2011. - Descontentes com o reajuste exclusivo dos oficiais superiores, os servidores de nível médio querem mais R$ 29 milhões. O valor seria dividido entre soldados, sargentos, tenentes e capitães, de forma retroativa a março de 2009. O parcelamento ocorreria dentro dos mesmos prazos oferecidos aos oficiais. Fonte: Jornal Zero Hora - 16/-3/2010 - Política
16 de março de 2010 | N° 16276

NOVO CAPÍTULO

Brigadianos rejeitam nova oferta do Piratini

Brigadianos rejeitam nova oferta do PiratiniAcirrando ainda mais a disputa com os oficiais superiores, representantes dos servidores de nível médio da Brigada Militar rejeitaram, outra vez, as ofertas salariais do Piratini.

– O pessoal quer aumento linear para todo mundo. Ou é isso, ou é nada – resume o presidente da Associação de Sargentos, Subtenentes e Tenentes da corporação, Aparicio Santellano.

A decisão dos PMs ocorreu ontem. Durante o encontro, a maior revolta de soldados e sargentos dizia respeito ao reajuste que o governo promete aos oficiais: são 19,9% referentes à Lei Britto – o pagamento seria retroativo a março do ano passado.

Os servidores de nível médio apresentaram, na Assembleia, uma contraposta ao líder do governo, deputado Adilson Troca (PSDB). Além de um novo aumento na matriz salarial, exigem do Piratini os mesmos R$ 29 milhões reservados para a retroatividade dos oficiais (veja quadro).

– Realmente chegamos a um limite. Começamos oferecendo R$ 87 milhões na matriz salarial e, agora, já estamos em R$ 180 milhões. A situação ficou delicada – avalia Troca.

Na semana passada, para aplacar os ânimos, o governo chegou a sinalizar que suspenderia o pagamento retroativo aos oficiais. O resultado foi uma forte pressão de coronéis, tenentes-coronéis e majores.

O Piratini voltou atrás, oferecendo a retroatividade de forma parcelada. Os oficiais aceitaram, mas os servidores de nível médio novamente se irritaram. Hoje, Troca reunirá os líderes das associações para revelar a posição oficial sobre a contraproposta.

O que está em jogo

O QUE É A MATRIZ SALARIAL
 
É uma lei de 2004 que obriga o Estado a investir um percentual do ganho fiscal em salários da segurança pública. Hoje, o governo destina 10% do superávit anual para esta finalidade. O Piratini propõe elevar para 15% essa porcentagem.

O QUE OFERECE O GOVERNO

- Mesmo se o ano fechar sem superávit, R$ 180 milhões estariam garantidos na matriz salarial de 2010. Outros R$ 111 milhões seriam injetados na matriz de 2011.
- Em 2010, oficiais superiores seriam excluídos da matriz, para que o montante seja dividido entre soldados, sargentos, tenentes e capitães. Os soldados, por exemplo, teriam 12% de aumento imediato.
- Os oficiais superiores ganhariam, de forma retroativa a março de 2009, reajuste de 19,9% referente à Lei Britto. A parte retroativa, no entanto, seria paga de forma parcelada (o valor total é de R$ 29 milhões), em prazo ainda indefinido.

O QUE PEDEM OS SERVIDORES DE NÍVEL MÉDIO

- R$ 180 milhões garantidos na matriz salarial de 2010 e de 2011.
- Descontentes com o reajuste exclusivo dos oficiais superiores, os servidores de nível médio querem mais R$ 29 milhões. O valor seria dividido entre soldados, sargentos, tenentes e capitães, de forma retroativa a março de 2009. O parcelamento ocorreria dentro dos mesmos prazos oferecidos aos oficiais.

Fonte: Jornal Zero Hora - 16/-3/2010 - Política