Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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Ou pouco, ou nada - Pág. 10 - 26.02.2010

ZH - 26 de fevereiro de 2010 | N° 16258 PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA Ou pouco, ou nada Os brigadianos terão de escolher se preferem um pássaro na mão ou dois voando. Um pássaro na mão significa um reajuste parecido com o rejeitado no final do ano passado e a garantia de que no início de 2011 o novo governador terá reservados R$ 111 milhões para reajustes dos servidores da segurança. A outra opção é continuar pressionando o governo por um aumento maior, com risco de que não se consiga aprovar o projeto até o início de abril e todos fiquem a ver navios – inclusive os coronéis, a quem o governo se dispõe a dar os 19,9% da Lei Britto que outras categorias já receberam. O governo cedeu um pouco e melhorou a proposta inicial feita aos brigadianos, mas ainda está distante da reivindicação dos servidores. Os líderes de entidades de classe que dizem preferir o reajuste zero à proposta do governo estão falando sem consultar seus liderados. Ou será que um soldado prefere passar mais um ano sem reajuste a receber correção de 9%? Se os aumentos não forem aprovados até 180 dias antes da eleição, não adiantará fazer greve ou bater panelas: o prazo está previsto na Lei Eleitoral e terá de ser respeitado. Por isso, a negociação precisa ser concluída nos próximos dias, a tempo de o governo encaminhar os projetos à Assembleia em regime de urgência para aprovar até o final de março. Os professores perceberam que correm o risco de ficar sem nada e vão procurar o governo para negociar. A conversa está atrasada. Com a dificuldade de diálogo entre o Cpers e o Piratini, nem a mediação do presidente da Assembleia, Giovani Cherini, conseguirá operar o milagre de um acordo em pouco mais de uma semana. A governadora já disse que só encaminhará os projetos à Assembleia se tiver certeza de aprovação. Essa garantia pode ser dada pela maioria governista, mesmo que as categorias estejam divididas. Tudo vai depender de avaliar o que é menos pior para os servidores. Ruído na linha À frente das negociações que tentam costurar um reajuste salarial para a BM, o presidente da Assembleia, Giovani Cherini (PDT), diz que foi mal interpretado ontem pela coluna quando falou sobre a disposição do Piratini em torno da pauta. Cherini acredita que o problema pode ter sido de ênfase na pronúncia. Em vez de “há uma má vontade muito grande do Piratini de corrigir esse vazio”, ele queria dizer “há uma vontade muito grande” do governo estadual em corrigir as distorções salariais do funcionalismo. ALIÁS Fiador das negociações com os brigadianos, o presidente da Assembleia espera que cada um ceda um pouco e o acordo seja selado ainda hoje. Fonte: Zero Hora - Página 10 - Rosane de Oliveira
ZH - 26 de fevereiro de 2010 | N° 16258

PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA

Ou pouco, ou nada

Os brigadianos terão de escolher se preferem um pássaro na mão ou dois voando. Um pássaro na mão significa um reajuste parecido com o rejeitado no final do ano passado e a garantia de que no início de 2011 o novo governador terá reservados R$ 111 milhões para reajustes dos servidores da segurança. A outra opção é continuar pressionando o governo por um aumento maior, com risco de que não se consiga aprovar o projeto até o início de abril e todos fiquem a ver navios – inclusive os coronéis, a quem o governo se dispõe a dar os 19,9% da Lei Britto que outras categorias já receberam.

O governo cedeu um pouco e melhorou a proposta inicial feita aos brigadianos, mas ainda está distante da reivindicação dos servidores. Os líderes de entidades de classe que dizem preferir o reajuste zero à proposta do governo estão falando sem consultar seus liderados. Ou será que um soldado prefere passar mais um ano sem reajuste a receber correção de 9%?

Se os aumentos não forem aprovados até 180 dias antes da eleição, não adiantará fazer greve ou bater panelas: o prazo está previsto na Lei Eleitoral e terá de ser respeitado. Por isso, a negociação precisa ser concluída nos próximos dias, a tempo de o governo encaminhar os projetos à Assembleia em regime de urgência para aprovar até o final de março.

Os professores perceberam que correm o risco de ficar sem nada e vão procurar o governo para negociar. A conversa está atrasada. Com a dificuldade de diálogo entre o Cpers e o Piratini, nem a mediação do presidente da Assembleia, Giovani Cherini, conseguirá operar o milagre de um acordo em pouco mais de uma semana.

A governadora já disse que só encaminhará os projetos à Assembleia se tiver certeza de aprovação. Essa garantia pode ser dada pela maioria governista, mesmo que as categorias estejam divididas. Tudo vai depender de avaliar o que é menos pior para os servidores.

Ruído na linha

À frente das negociações que tentam costurar um reajuste salarial para a BM, o presidente da Assembleia, Giovani Cherini (PDT), diz que foi mal interpretado ontem pela coluna quando falou sobre a disposição do Piratini em torno da pauta.

Cherini acredita que o problema pode ter sido de ênfase na pronúncia. Em vez de “há uma má vontade muito grande do Piratini de corrigir esse vazio”, ele queria dizer “há uma vontade muito grande” do governo estadual em corrigir as distorções salariais do funcionalismo.

ALIÁS

Fiador das negociações com os brigadianos, o presidente da Assembleia espera que cada um ceda um pouco e o acordo seja selado ainda hoje.

Fonte: Zero Hora - Página 10 - Rosane de Oliveira