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ZH - 25.01.10 - PÁGINA 10 VIVIAN EICHLER - FSM

ZERO HORA - 25 de janeiro de 2010 | N° 16226 PÁGINA 10 | VIVIAN EICHLER (Interina) Entre idas e vindas Quando Porto Alegre e o mundo descobriam o Fórum Social Mundial em 2001, os discursos do fórum anti-Alca, antineoliberalismo formavam o pano de fundo para a Era Lula que estava por vir. Em 2003, já na condição de presidente da República, o petista comprou uma das primeiras brigas com a esquerda de seu governo ao passar por aqui e seguir para Davos, na Suíça, a face oposta de Porto Alegre. Nomes que seguem à frente do Fórum hoje, como Emir Sader e Cândido Grzybowski , criticavam o presidente que se colocava como ponte entre dois mundos. Sader chegou a dizer que a viagem à Suiça não iria dar samba, mas marcha fúnebre. Fonte: Página 10 - Jornal Zero Hora - 25/01/2010 Em meio a tantas diferenças entre aquele Lula e o de hoje, está o espaço político que ganhou para transitar à vontade lá e aqui. Se, em 2003, o petista chegou a Davos como quem precisa entrar na roda e se entrosar com os líderes dos países mais ricos do mundo, agora, circula à vontade, disposto a dar opiniões e sendo ouvido. Os dois fóruns são palcos que não podem ser descartados em um ano de decisão eleitoral – mais pelo simbolismo do que pela massa de eleitores na plateia. Amanhã, em Porto Alegre, Lula terá no Fórum Social Mundial uma oportunidade para reforçar a estratégia eleitoral de Dilma Rousseff, que tem previsão de acompanhá-lo em ambas as agendas. Uma das preocupações é diferenciar a Era Lula da Era Fernando Henrique. A outra é demarcar território e afastar a possibilidade de os tucanos se apropriarem do discurso lulista. Em Davos, Lula deverá fazer o mesmo, readequando o tom. ALIÁS Pelo clima em que está a campanha presidencial, espera-se que em ambos os fóruns, de Porto Alegre e de Davos, Lula faça declarações políticas de peso. ! Secretária do governo Olívio Dutra, que está ligado às raízes do Fórum, Dilma Rousseff dificilmente perderá a oportunidade de afirmar sua identidade com o espírito de Porto Alegre.
ZERO HORA - 25 de janeiro de 2010 | N° 16226
PÁGINA 10 | VIVIAN EICHLER (Interina)

Entre idas e vindas

Quando Porto Alegre e o mundo descobriam o Fórum Social Mundial em 2001, os discursos do fórum anti-Alca, antineoliberalismo formavam o pano de fundo para a Era Lula que estava por vir. Em 2003, já na condição de presidente da República, o petista comprou uma das primeiras brigas com a esquerda de seu governo ao passar por aqui e seguir para Davos, na Suíça, a face oposta de Porto Alegre. Nomes que seguem à frente do Fórum hoje, como Emir Sader e Cândido Grzybowski , criticavam o presidente que se colocava como ponte entre dois mundos. Sader chegou a dizer que a viagem à Suiça não iria dar samba, mas marcha fúnebre.

Em meio a tantas diferenças entre aquele Lula e o de hoje, está o espaço político que ganhou para transitar à vontade lá e aqui. Se, em 2003, o petista chegou a Davos como quem precisa entrar na roda e se entrosar com os líderes dos países mais ricos do mundo, agora, circula à vontade, disposto a dar opiniões e sendo ouvido.

Os dois fóruns são palcos que não podem ser descartados em um ano de decisão eleitoral – mais pelo simbolismo do que pela massa de eleitores na plateia.

Amanhã, em Porto Alegre, Lula terá no Fórum Social Mundial uma oportunidade para reforçar a estratégia eleitoral de Dilma Rousseff, que tem previsão de acompanhá-lo em ambas as agendas. Uma das preocupações é diferenciar a Era Lula da Era Fernando Henrique. A outra é demarcar território e afastar a possibilidade de os tucanos se apropriarem do discurso lulista. Em Davos, Lula deverá fazer o mesmo, readequando o tom.

ALIÁS

Pelo clima em que está a campanha presidencial, espera-se que em ambos os fóruns, de Porto Alegre e de Davos, Lula faça declarações políticas de peso.

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Secretária do governo Olívio Dutra, que está ligado às raízes do Fórum, Dilma Rousseff dificilmente perderá a oportunidade de afirmar sua identidade com o espírito de Porto Alegre.

Fonte: Página 10 - Jornal Zero Hora - 25/01/2010