A péssima colocação da Governadora Yeda Crusius, décima entre os dez governadores pesquisados pelo Instituto Data-Folha, é a comprovação de que o governo virou as costas para a sociedade, permitindo a deterioração dos serviços públicos e o arrocho salarial dos servidores.
Desde o início de seu governo, a FESSERGS vem tentando estabelecer o diálogo, reivindicando, encaminhando expedientes, solicitando audiências e nada acontece.
Esta postura de indiferença às solicitações dos diversos segmentos sociais, nela incluindo os servidores públicos e trabalhadores em geral, provocou esta situação desconfortável para ela. É uma espécie de comprovação daquilo que vínhamos afirmando.
No que diz respeito aos servidores públicos, nenhum reajuste foi concedido por iniciativa de seu governo. Contentou-se com o pagamento de alguns “esqueletos guardados no armário”, como a Lei Britto, de mais de quinze anos atrás.
Vale registrar que esta lei negociada pela FESSERGS representava, à época, uma boa revisão salarial para a maioria das categorias. Repunha o poder aquisito acumulado na década de oitenta.
Nada. Para os policiais civis e militares, apenas o cumprimento daquilo que foi estabelecido no governo Rigotto, portanto, nenhum passo adiante.
O vale refeição dos servidores estaduais continua em quatro reais e trinta e cinco centavos. A lei que estabeleceu correção periódica, foi revogada, pasmem, por um decreto da Governadora Yeda.
O mais dramático é que a Justiça estadual acolheu este decreto e tivemos que recorrer às instâncias superiores, até o Supremo, para que se restabelecesse o óbvio: uma lei vale mais do que um decreto.
Só que este caminho é longo e muito demorado. A FESSERGS está buscando na Justiça a correção do vale refeição, restabelecendo o império da lei e devolvendo aos servidores a dignidade retirada pelo tratamento iníquo.
Quanto aos precatórios, àqueles que se utilizaram das requisições de pequeno valor, além de terem aberto mão de valores para receber mais rápido, estão sofrendo protelação sistemática, para retardar os pagamentos.
Este é o tratamento dado aos servidores estaduais, inativos, aposentados e pensionistas.
Estas, além do desmantelamento dos serviços, são algumas das razões que levaram nossa Governadora a receber esta avaliação que a coloca com o pior desempenho entre os dez governadores pesquisados.
Sérgio Arnoud
Presidente