O atendimento de emergência para os servidores estaduais e segurados do Instituto de Previdência do Estado da Capital está por um fio, conforme as ameaças de cessação de atendimento feitas pelo Hospital da PUC e da Santa Casa.
Esta situação está causando enorme apreensão num universo de cerca de um milhão de servidores e segurados do IPE que exigem um posicionamento do Governo estadual, até o momento inteiramente omisso.
Aliás, a FESSERGS vem cobrando há meses e insistentemente a indicação de um Presidente para o IPE, que está acéfalo desde a saída do senhor Otomar Vivian, que assumiu outro cargo.
Esta omissão que se prolonga no tempo, vai determinando o aumento dos problemas desta instituição que é tão cara para o funcionalismo estadual, mas que aparentemente não figura entre as preocupações da Governadora.
Há cerca de seis anos atrás, a FESSERGS, juntamente com um grande número de entidades de classe, liderou a luta pelo salvamento do IPE que estava às voltas com enorme crise, fruto da deliberada omissão das autoridades estaduais.
Finalmente resgatamos o Instituto, ainda sob o Governo Rigotto, onde se solidificou o Plano de Saúde e foram pagas as dívidas anteriormente acumuladas. Foi o recomeço, mas muita coisa ficou faltando.
A reforma administrativa feita, entretanto, não contemplou a necessária reposição de contingente humano para atender as crescentes necessidades do IPE, agora com o aumento das responsabilidades no atendimento da Previdência Estadual.
A referida reforma concentrou mais poderes, ainda, na Presidência do IPE, cujo preenchimento sempre foi e é fruto de negociações políticas na chamada base de apoio do Governo.
Ocorre que este tipo de negociação não pode desconsiderar a legislação em vigor que determina uma série de condições para o preenchimento do cargo, dentre elas a sabatina e a aprovação pela Assembléia Legislativa.
A omissão que assistimos e que leva ao desmantelamento do IPE é mais um jogo de poder, onde a Governadora aposta no agravamento da crise para usar da força, desconhecendo a lei e nomeando quem bem quiser e quando quiser.
Os servidores não vão suportar passivamente mais esta demonstração de desconsideração. A FESSERGS vai convocar todo o funcionalismo do estado para agir no plano político, desmascarando esta tentativa de sucateamento do IPE.
Desde já fazemos este alerta a todos os servidores estaduais: NÃO PODEMOS DEIXAR QUE A OMISSÃO DA GOVERNADORA ACABE COM O IPE!
Sérgio Arnoud
Presidente