Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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REFORMA ADMINISTRATIVA NÃO AFETA JUÍZES, PARLAMENTARES E MILITARES

A reforma Administrativa apresentada pelo governo federal deixa de fora juízes, parlamentares e militares. Como de hábito, recairá sobre os que menos ganham. A grande massa de servidores públicos se concentra em algumas carreiras fundamentais, como na Educação, Saúde e Segurança, E são estes e outras de salários menores que sofrerão as consequências de mais e mais cortes salariais e de direitos e garantias. Na hora do discurso, a média salarial é aumentada com os números destas categorias que ficarão de fora do ajuste. Servem para impressionar a opinião pública que mais uma vez será enganada como nas reformas Trabalhista e Previdência. Enquanto isso, não há taxação sobre grandes fortunas e ganhos de transações financeiras ou tributação sobre lucros, que proporcionariam arrecadação infinitamente superior aos anunciados 500 milhões de reais em dez anos. O discurso oficial que afirma que estas medidas atingirão os que ingressarem no serviço público é duvidoso, pois o Congresso poderá modificar e estender aos atuais. E, sem dúvida, logo a seguir será aplicada nos estados e municípios, via adequação legislativa. Essa proposta vem na contramão das políticas adotadas nos países da OCDE, que congrega os 40 países mais ricos do mundo, os quais entenderam que o modelo neoliberal de diminuição do estado faliu e não serve mais. Lamentavelmente, o Brasil está retrocedendo ao século dezoito, precarizando a proteção social e trabalhista e favorecendo o desmatamento e o garimpo. Neste momento é dever de todo cidadão manifestar sua irresignação e a Unidade das organizações sociais e sindicais para impedir mais este desmonte anunciado. Sérgio Arnoud Presidente da FESSERGS, CSB-RS, e diretor da CSPB e CLATE
A reforma Administrativa apresentada pelo governo federal deixa de fora juízes, parlamentares e militares. Como de hábito, recairá sobre os que menos ganham.

A grande massa de servidores públicos se concentra em algumas carreiras fundamentais, como na Educação, Saúde e Segurança, E são estes e outras de salários menores que sofrerão as consequências de mais e mais cortes salariais e de direitos e garantias.

Na hora do discurso, a média salarial é aumentada com os números destas categorias que ficarão de fora do ajuste. Servem para impressionar a opinião pública que mais uma vez será enganada como nas reformas Trabalhista e Previdência.

Enquanto isso, não há taxação sobre grandes fortunas e ganhos de transações financeiras ou tributação sobre lucros, que proporcionariam arrecadação infinitamente superior aos anunciados 500 milhões de reais em dez anos.

O discurso oficial que afirma que estas medidas atingirão os que ingressarem no serviço público é duvidoso, pois o Congresso poderá modificar e estender aos atuais. E, sem dúvida, logo a seguir será aplicada nos estados e municípios, via adequação legislativa.

Essa proposta vem na contramão das políticas adotadas nos países da OCDE, que congrega os 40 países mais ricos do mundo, os quais entenderam que o modelo neoliberal de diminuição do estado faliu e não serve mais.

Lamentavelmente, o Brasil está retrocedendo ao século dezoito, precarizando a proteção social e trabalhista e favorecendo o desmatamento e o garimpo.

Neste momento é dever de todo cidadão manifestar sua irresignação e a Unidade das organizações sociais e sindicais para impedir mais este desmonte anunciado.

Sérgio Arnoud 
Presidente da FESSERGS, CSB-RS, e diretor da CSPB e CLATE