Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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105a. Conferência da OIT discute Justiça Social na Globalização

A Centésima Quinta Conferência Anual da OIT - Organização Internacional do Trabalho, da ONU, discute Resolção sobre a Justiça Social na globalização. A Conferência que reúne representações dos 187 países integrantes da OIT, se organiza de forma tripartite, com delegações de governos, trabalhadores e empresários. As resoluções somente são aprovadas por consenso entre todas as partes e por isso demandam muitos debates e largo tempo de maturação. A resolução sobre o trabalho doméstico, por exemplo, demandou mais de quatro anos de tramitação ate ser finalmente aprovada e ratificada pelos países membros, sendo que atualmente esta sendo aplicada no Brasil. Em relação aos servidores públicos, a discussão envolve a não aplicação da Convenção 151 que prevê a livre organização sindical, a negociação coletiva e a regulamentação do direito de greve, pelo Brasil, pela maioria dos países da América Latina e Caribe. Em decorrência disso, vemos a eclosão de greves com a finalidade de forçar a abertura de negociações e que poderiam ser evitadas se houvesse um processo institucional de discussão e negociação. A Internacional de Serviços Públicos, ISP, a CLATE, Confederação Latinoamericana de Trabalhadores Estatais, a CSPB, Confederação dos Servidores Públicos do Brasil e a Fessergs - Federação Sindical dos Servidores Publicos no Estado do Rio Grande do Sul denunciaram perante a Conferência esta situação que afronta decisão internacional adotada por consenso pelos 187 países integrantes da OIT. Preocupa, também o avanço de acordos internacionais sobre comércio de serviços, como o TISA, que objetivam a privatização e internacionalização de serviços públicos, como a educação, transportes e comunicações, entre outros. Este, acordo que passa ao largo da OMC, vincula definitivamente os países e os submete a jurisdição internacional, desrespeitando totalmente a soberania nacional. Vemos com preocupação, por exemplo, o avanço das chamadas organizações sociais, do tipo ONGs, organizações não governamentais que são uma porta aberta para a transferência de serviços públicos para organizações que não possuem regulamentação nem controle do estado e que se constituem em verdadeiros cabides de emprego. No caso do Rio Grande do Sul, tramita o projeto de numero 44/2016 que introduz este tipo de organização que já não funcionou em outros estados como o Mato Grosso, onde o estado teve que reassumir os serviços a pedido da sociedade. Estas questões que se enquadram no âmbito da Justiça Social para a globalização, ocuparam os debates na Conferência Internacional da OIT, pois são temas que estão na ordem do dia na maioria dos países em todos os continentes. Por isso exercitamos nossa vigilância e atenção, pois estes temas, assim como a reforma da previdência, são introduzidos de fora para dentro de nosso país, em função dos interesses financeiros envolvidos. Sergio Arnoud Presidente da FESSERGS Secretário da CLATE
A Centésima Quinta Conferência Anual da OIT - Organização Internacional do Trabalho, da ONU, discute Resolção sobre a Justiça Social na globalização. A Conferência que reúne representações dos 187 países integrantes da OIT, se organiza de forma tripartite, com delegações de governos, trabalhadores e empresários. As resoluções somente são aprovadas por consenso entre todas as partes e por isso demandam muitos debates e largo tempo de maturação.

A resolução sobre o trabalho doméstico, por exemplo, demandou mais de quatro anos de tramitação ate ser finalmente aprovada e ratificada pelos países membros, sendo que atualmente esta sendo aplicada no Brasil.

Em relação aos servidores públicos, a discussão envolve a não aplicação da Convenção 151 que prevê a livre organização sindical, a negociação coletiva e a regulamentação do direito de greve, pelo Brasil, pela maioria dos países da América Latina e Caribe.

Em decorrência disso, vemos a eclosão de greves com a finalidade de forçar a abertura de negociações e que poderiam ser evitadas se houvesse um processo institucional de discussão e negociação.

A Internacional de Serviços Públicos, ISP, a CLATE, Confederação Latinoamericana de Trabalhadores Estatais, a CSPB, Confederação dos Servidores Públicos do Brasil e a Fessergs - Federação Sindical dos Servidores Publicos no Estado do Rio Grande do Sul denunciaram perante a Conferência esta situação que afronta decisão internacional adotada por consenso pelos 187 países integrantes da OIT.

Preocupa, também o avanço de acordos internacionais sobre comércio de serviços, como o TISA, que objetivam a privatização e internacionalização de serviços públicos, como a educação, transportes e comunicações, entre outros. Este, acordo que passa ao largo da OMC, vincula definitivamente os países e os submete a jurisdição internacional, desrespeitando totalmente a soberania nacional.

Vemos com preocupação, por exemplo, o avanço das chamadas organizações sociais, do tipo ONGs, organizações não governamentais que são uma porta aberta para a transferência de serviços públicos para organizações que não possuem regulamentação nem controle do estado e que se constituem em verdadeiros cabides de emprego.
No caso do Rio Grande do Sul, tramita o projeto de numero 44/2016 que introduz este tipo de organização que já não funcionou em outros estados como o Mato Grosso, onde o estado teve que reassumir os serviços a pedido da sociedade. Estas questões que se enquadram no âmbito da Justiça Social para a globalização, ocuparam os debates na Conferência Internacional da OIT, pois são temas que estão na ordem do dia na maioria dos países em todos os continentes. Por isso exercitamos nossa vigilância e atenção, pois estes temas, assim como a reforma da previdência, são introduzidos de fora para dentro de nosso país, em função dos interesses financeiros envolvidos.

Sergio Arnoud
Presidente da FESSERGS
Secretário da CLATE