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Aposentados aprovam uso do cartão, mostra pesquisa

Fernando Travaglini Valor Econômico O cartão de crédito consignado para aposentados e pensionistas é um dos produtos com maior aceitação no Banco Cruzeiro do Sul. Pesquisa encomendada pela instituição ao Ibope mostra que 97% dos entrevistados consideraram o produto importante. Quase o mesmo patamar de clientes (92%) disse que o plástico ainda auxilia na organização das finanças pessoais. Quando deu início à oferta de cartão na modalidade de desconto em folha, em 2005, o banco fez uma pesquisa semelhante e percebeu a importância do produto. Descobriu também que os clientes não conheciam o cartão de crédito. "É preciso lembrar que este é um segmento em que 75% não têm conta corrente além da conta a benefício", afirma Luis Octavio Indio da Costa, presidente do Cruzeiro do Sul. Segundo ele, as classes mais baixas passaram a conhecer recentemente o cartão devido à oferta do produto na modalidade do consignado. "Conseguimos quebrar essa barreira e, nessa segunda pesquisa, vimos um nível de satisfação até maior do que imaginávamos." O banco tem 240 mil cartões de crédito consignados desbloqueados. Entre os clientes do banco, o limite médio do cartão consignado é de R$ 1 mil, cerca de duas vezes o tamanho do benefício médio dos clientes do banco, que é de R$ 500. Recentemente, o Ministério da Previdência Social criou esse teto de duas vezes para limitar o endividamento do cartão. Indio da Costa afirma, no entanto, que "não há risco de o cartão se tornar uma bola de neve". Segundo ele, na data do vencimento, se o cliente não pagar a fatura mínima, há o desconto de até 10% da parcela e passa a ser cobrado juro de 3,5% ao mês, tal qual um empréstimos consignado tradicional. Como há um limite para a dívida, no máximo em 36 meses a operação é liquidada. Além disso, segundo ele, mais de 30% pagam integralmente a fatura e a grande maioria paga mais do que o mínimo. Ainda de acordo com a pesquisa, 87% dos portadores do plástico usam o produto para efetuar compras, sendo 75% para alimentação e supermercado, 46% para vestuário e calçados, 39% para compra de medicamentos e farmácia, 28% em lojas de departamento e 8% em materiais de construção. Foram ouvidas 500 pessoas no fim de maio, sendo que 88% delas possuem cartão há mais de três meses.
Fernando Travaglini
Valor Econômico

O cartão de crédito consignado para aposentados e pensionistas é um dos produtos com maior aceitação no Banco Cruzeiro do Sul. Pesquisa encomendada pela instituição ao Ibope mostra que 97% dos entrevistados consideraram o produto importante. Quase o mesmo patamar de clientes (92%) disse que o plástico ainda auxilia na organização das finanças pessoais.  

Quando deu início à oferta de cartão na modalidade de desconto em folha, em 2005, o banco fez uma pesquisa semelhante e percebeu a importância do produto. Descobriu também que os clientes não conheciam o cartão de crédito. "É preciso lembrar que este é um segmento em que 75% não têm conta corrente além da conta a benefício", afirma Luis Octavio Indio da Costa, presidente do Cruzeiro do Sul. 

Segundo ele, as classes mais baixas passaram a conhecer recentemente o cartão devido à oferta do produto na modalidade do consignado. "Conseguimos quebrar essa barreira e, nessa segunda pesquisa, vimos um nível de satisfação até maior do que imaginávamos." O banco tem 240 mil cartões de crédito consignados desbloqueados. 

Entre os clientes do banco, o limite médio do cartão consignado é de R$ 1 mil, cerca de duas vezes o tamanho do benefício médio dos clientes do banco, que é de R$ 500. Recentemente, o Ministério da Previdência Social criou esse teto de duas vezes para limitar o endividamento do cartão. Indio da Costa afirma, no entanto, que "não há risco de o cartão se tornar uma bola de neve". 

Segundo ele, na data do vencimento, se o cliente não pagar a fatura mínima, há o desconto de até 10% da parcela e passa a ser cobrado juro de 3,5% ao mês, tal qual um empréstimos consignado tradicional. Como há um limite para a dívida, no máximo em 36 meses a operação é liquidada. Além disso, segundo ele, mais de 30% pagam integralmente a fatura e a grande maioria paga mais do que o mínimo. 

Ainda de acordo com a pesquisa, 87% dos portadores do plástico usam o produto para efetuar compras, sendo 75% para alimentação e supermercado, 46% para vestuário e calçados, 39% para compra de medicamentos e farmácia, 28% em lojas de departamento e 8% em materiais de construção. Foram ouvidas 500 pessoas no fim de maio, sendo que 88% delas possuem cartão há mais de três meses.