Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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"Sartori está debochando da crise"

"O governador Sartori está debochando da situação caótica em que seu governno colocou o Estado. A população vive a pior crise de segurança dos últimos tempos e ele responde com evasivas e sem acenar com reposição de efetivo na área mais crítica do Rio Grande do Sul? É a atitude mais irresponsável que assistimos de um governador", comenta o presidente da Fessergs Sérgio Arnoud ao analisar a participação de José Ivo Sartori no programa Frente a Frente da TVE ontem à noite.
Foto: Divulgação TVE

"O governador Sartori está debochando da situação caótica em que seu governo colocou o Estado. A população vive a pior crise de segurança dos últimos tempos e ele responde com evasivas e sem acenar com reposição de efetivo na área mais crítica do Rio Grande do Sul? É a atitude mais irresponsável que assistimos de um governador", comenta o presidente da Fessergs Sérgio Arnoud ao analisar a participação de José Ivo Sartori no programa Frente a Frente da TVE ontem à noite. O governador recebeu questionamentos e críticas de jornalistas sobre seu primeiro ano de administração.

O governador reconheceu que os problemas da área de segurança são graves. E, também, admitiu que o número de aposentadorias é elevado, mas não deu prazo para nomear os já aprovados. "Só reconhecer a gravidade não basta. Tem que agir, ir em busca de soluções. Até agora só ouvimos lamentações e atitudes que diminuiem verbas e serviços. Só há a penalização da sociedade, não há busca de novas receitas para melhorar o investimento nos serviços básicos. E a irresponsabilidade da atual administração está se refletindo nos índices de aprovação do governo Sartori, os mais baixos da história do RS", reitera Arnoud.

A situação do estado só confirma o acerto das críticas feitas pela Fessergs desde o início do governo. Os servidores públicos e a sociedade repudiam a forma irresponsável como está sendo administrado o Rio Grande. Um exemplo triste é o acidente de carros recentemente ocorrido no município de Viamão, onde os corpos das vítimas ficaram expostos na via aguardando remoção por horas devido a falta de material humano e de condições de trabalho. "Será que esse tipo de situação se tornou tão corriqueira que não merece a mobilização do estado?", pergunta o presidente da Fessergs.

A Fessergs reafirma que, apesar de um 2015 difícil, a luta continua e o Movimento Unificado de Servidores está em permanente mobilização. Ainda em janeiro será feita avaliação da situação atual e serão definidas formas de enfrentamento da crise.

Tatiana Danieli
Jornalista Diplomada - MTB 8781