2015, um ano para esquecer
O alvo da vez são os servidores públicos estaduais, mas o resultado final será o sucateamento dos serviços públicos e do estado do Rio Grande do Sul. A sociedade, assim como os servidores, está atenta. A resposta virá já no ano que vem. Aguardemos.
Estamos chegando ao final do ano de 2015. Neste momento, impõe-se uma avaliação sobre a realidade vivida pelos servidores públicos e pela sociedade gaúcha no primeiro ano da administração José Ivo Sartori.
Desde o primeiro dia pudemos constatar que os serviços públicos não são o centro das preocupações do núcleo de governo e que os servidores foram escolhidos como o alvo a ser abatido.
A retórica da crise que esteve sempre no centro das manifestações oficiais, foi utilizada como justificativa para o apequenamento do Estado, na clara intenção de reduzir os serviços públicos e repassar o que der para a iniciativa privada. Nesse sentido, os servidores públicos estaduais são um obstáculo que precisa ser eliminado.
O Governo Sartori não poupou munição. Atrasou e parcelou salários, puniu servidores, ameaçou os deputados e a sociedade com a iminência do caos e pouco se importou se as estatísticas criminais aumentaram. O agravamento da situação da saúde e da educação, assim como a deterioração das condições das estradas, nada importa para os escalões do governo que só sabem repetir o discurso do caos.
A crise do estado se dá pelo lado da receita que diminui a cada mês e não pela despesa que está controlada até excessivamente. Nada foi feito para combater a sonegação, para cobrar os devedores ou para eliminar a concessão de novos benefícios fiscais. Depois de muita cobrança feita pela FESSERGS e pelo Movimento Unificado dos Servidores,enfim, ingressou na justiça para questionar a suposta dívida com a União.
Entretanto, nada fez para apoiar o projeto dos senadores gaúchos que mudam o quadro desta dívida e demonstram que ao contrário do que se alega, o Estado já quitou essa dívida e é, na verdade, credor de mais de cinco bilhões do Governo Federal. Esse é o retrato da administração estadual que promete agredir os servidores até o último dia de dezembro, com a incerteza do pagamento dos salários e décimo terceiro. E com a ameaça de aprovar projeto que congela recomposições salariais nos próximos anos entre o Natal e o Ano-Novo.
O alvo da vez são os servidores públicos estaduais, mas o resultado final será o sucateamento dos serviços públicos e do estado do Rio Grande do Sul.
A sociedade, assim como os servidores, está atenta.
A resposta virá já no ano que vem. Aguardemos.
Sérgio Arnoud
Presidente