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Audiência Pública proposta pela Fessergs debate problemas financeiros do IPE

Com a presença maciça de representantes de entidades sindicais e do grupo paritário que engloba representantes de hospitais, médicos e laboratórios, a Comissão de Segurança e Serviços Públicos realizou audiência pública para tratar dos problemas financeiros e estruturais do IPE. O debate, realizado na manhã desta quinta-feira (28), foi solicitado pela Fessergs e presidido pelo deputado Nelsinho Metalúrgico. Logo na abertura dos debates o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud, lamentou a ausência injustificada do presidente do IPE, "que sequer enviou um representante, dando um sinal de descaso do governo para com o Instituto e seus segurados". Ele cobrou soluções para as carências na estrutura administrativa do órgão que mesmo tendo um orçamento representativo de R$ 1,5 bilhão ao ano e 1,1 milhão de segurados e dependentes sofre com falta de servidores para fazer auditorias em suas contas.
Com a presença maciça de representantes de entidades sindicais e do grupo paritário que engloba representantes de hospitais, médicos e laboratórios, a Comissão de Segurança e Serviços Públicos realizou audiência pública para tratar dos problemas financeiros e estruturais do IPE. O debate, realizado na manhã desta quinta-feira (28), foi solicitado pela Fessergs e presidido pelo deputado Nelsinho Metalúrgico. Logo na abertura dos debates o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud, lamentou a ausência injustificada do presidente do IPE, "que sequer enviou um representante, dando um sinal de descaso do governo para com o Instituto e seus segurados". Ele cobrou soluções para as carências na estrutura administrativa do órgão que mesmo tendo um orçamento representativo de R$ 1,5 bilhão ao ano e 1,1 milhão de segurados e dependentes sofre com falta de servidores para fazer auditorias em suas contas.


Presidente Arnoud abrindo os debates sobre o IPE na AL






Os recursos do IPE são complementados pelo governo do Estado que, segundo Arnoud, ainda em 2013 tem pendências que totalizam R$ 181 milhões para fechar as contas. “Não estamos pedindo suplementação, estamos cobrando o que é de direito”. Ele se disse preocupado com a situação do IPE para 2014, já que será um ano eleitoral. “A proposta orçamentária está corrigida em menos de 10%. A partir de julho ou agosto teremos problemas de pagamento, mesmo sem reajuste. Precisamos sensibilizar os deputados para essa situação. O orçamento necessita de reformulação. A verba precisa de um acréscimo de pelo menos 350 milhões ou iremos assistir ao colapso do IPE ”.
 
IPE tem um dos maiores planos de saúde do país
 
O diretor de Saúde do IPE, Antônio de Pádua, afirmou que seguramente o IPE tem o terceiro maior plano de saúde do Brasil, beneficiando 10% da população gaúcha. Além disso, ressaltou a alta qualidade de serviços prestados, que pode ser comparada com a “melhor medicina” oferecida no centro do país.

Já o diretor de Previdência do IPE, Ari Lovera, argumentou que parte dos problemas da estrutura administrativa será resolvida com o ingresso dos novos servidores concursados. Porém, o presidente do Sindipe, Bayard Bernd lembrou que os salários oferecidos estão aquém do oferecido pelo mercado, dificultando a permanência dos concursados no Instituto. "O servidor entra no IPE, mas quando consegue outro órgão que remunere de acordo com sua capacitação acaba largando o cargo. Isso acaba inviabilizando o bom andamento do trabalho".

 
 Presidente do Sindipe, Bayard Bernd
 







Pela União Gaúcha em Defesa da Previdência Social Pública, o presidente Pio Giovani Dresch, chamou a atenção para o fato de o IPE cobrir “um milhão de vidas”, enfatizando que a "saúde no estado depende do IPE".  

O presidente da Fessergs encerrou o debate agradecendo a disponibilidade da Comissão em abrir um espaço importante para a discussão e reiterou que "o problema do IPE não é de partido e nem de governo e sim de Estado. Arnoud apelou ao deputado Nelsinho Metalúrgico que se empenhe junto aos demais parlamentares para que o projeto orçamentário seja revisto e reformulado".
 
Também participaram do debate, a representante dos hospitais, Sandra Mara Weiler, que reclamou da defasagem das taxas, e o presidente do Conselho Deliberativo, Heriberto Ross Maciel. A audiência ouviu ainda manifestações do plenário.

 
Tatiana Danieli
Jornalista Diplomada - MTB 8781
* Com informações da Agência AL