Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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Os salários dos servidores e a transparência

Muito a imprensa tem falado, nos últimos dias, acerca da transparência e dos salários dos servidores públicos. Como se isto fosse resolver os problemas de corrupção que vivenciamos no cenário político nacional. Os servidores públicos foram os eleitos para distrair a opinião pública, retirando do foco dos grandes e verdadeiros problemas existentes no país, tais como o superfaturamento das obras, os favorecimentos, o mensalão, etc. Isto ficou de lado, o que importa é divulgar quem são e o quanto ganham os funcionários. Com isto, está tudo resolvido. Não importam o direito a privacidade, nem mesmo as razões de segurança que estão envolvidos. Vejamos a situação do magistério, onde os professores e funcionários de escola com seus míseros salários ficarão expostos à execração pública. Quanto à segurança, reflitamos acerca da realidade de nossos agentes policiais e penitenciários, que terão salários divulgados e ficarão expostos àqueles que estão a margem da lei e que poderão utilizar-se dessa informação para fins ilícitos, como tentativas de suborno. Age corretamente o Governo do Estado ao avaliar com cautela se deve ou não divulgar os nomes dos servidores estaduais. O mais correto é divulgar os cargos, funções gratificadas e salários, sem mencionar nomes. Transparência é como gravidez, não existe pela metade. Ou se divulgam as contas públicas, as contas dos concessionários e permissionários de serviços públicos, seus débitos, lucros e salários que pagam, ou teremos meia transparência. Como isso nem se cogita pelos arautos da transparência, temos apenas a manobra diversionista que procura colocar os servidores públicos como únicos responsáveis pelos problemas nacionais. Transparência sim, mas por inteiro. Sérgio Arnoud Presidente/Fessergs
Muito a imprensa tem falado, nos últimos dias, acerca da transparência e dos salários dos servidores públicos. Como se isto fosse resolver os problemas de corrupção que vivenciamos no cenário político nacional.

Os servidores públicos foram os eleitos para distrair a opinião pública, retirando do foco dos grandes e verdadeiros problemas existentes no país, tais como o superfaturamento das obras, os favorecimentos, o mensalão, etc.

Isto ficou de lado, o que importa é divulgar quem são e o quanto ganham os funcionários. Com isto, está tudo resolvido. Não importam o direito a privacidade, nem mesmo as razões de segurança que estão envolvidos. Vejamos a situação do magistério, onde os professores e funcionários de escola com seus míseros salários ficarão expostos à execração pública. Quanto à segurança, reflitamos acerca da realidade de nossos agentes policiais e penitenciários, que terão salários divulgados e ficarão expostos àqueles que estão a margem da lei e que poderão utilizar-se dessa informação para fins ilícitos, como tentativas de suborno.

Age corretamente o Governo do Estado ao avaliar com cautela se deve ou não divulgar os nomes dos servidores estaduais. O mais correto é divulgar os cargos, funções gratificadas e salários, sem mencionar nomes.

Transparência é como gravidez, não existe pela metade. Ou se divulgam as contas públicas, as contas dos concessionários e permissionários de serviços públicos, seus débitos, lucros e salários que pagam, ou teremos meia transparência. Como isso nem se cogita pelos arautos da transparência, temos apenas a manobra diversionista que procura colocar os servidores públicos como únicos responsáveis pelos problemas nacionais.

Transparência sim, mas por inteiro.

Sérgio Arnoud
Presidente/Fessergs