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CP - 21/03/2012: "Nem mobilização nem greve vão fabricar dinheiro", diz secretário da Educação

José Clóvis de Azevedo afirmou que não encerrou negociações com magistério A aprovação do projeto de reajuste do Magistério gaúcho, ocorrido na noite dessa terça-feira, não deverá encerrar as mobilizações da categoria em defesa da aplicação do piso salarial. O secretário estadual de educação (SEC), José Clóvis de Azevedo, afirmou que este não é momento para se discutir paralisações ou greve. “Nem mobilização e greve vão fabricar dinheiro. Temos que respeitar as limitações das finanças”, falou. Ele ressaltou que o compromisso do governo é conceder o maior volume de aumento possível, porém que isso está associado à realidade financeira do Estado. “Sabemos que o projeto aprovado não concede o suficiente para os professores. Porém, representa um avanço. Além disso, não encerraremos as negociações”, garantiu. O secretário lembrou que, com o projeto aprovado ontem, a categoria teve garantido reajuste de 37%, que representa um ganho real de 24%, acima da inflação. “Perdas de 30 anos não podem ser recuperadas num passe de mágica. Estamos sugerindo um aumento gradual”, destacou, lembrando que pelo projeto os professores deverão chegar a 2014 com reajuste de 76,6%. “Esse percentual já está garantido e isso não deve ser desconsiderado pelo magistério”, disse. O Cpers/Sindicato, que foi contrário ao projeto do governo de aumento de 23,5% em três parcelas (em maio, novembro e fevereiro de 2013), promete manter o estado de greve e seguir com a pressão contra o Executivo. A última proposta feita pelos professores era de que o índice fosse pago integralmente em maio deste ano. “Com essa posição o governo falha na educação. Não podemos falar em qualidade de ensino se o governo não cumpre investindo nas escolas e valorizando os professores”, afirmou a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira. Diante da situação, ela afirmou que, nos próximos dias, a diretoria fará reunião para avaliar o movimento e saber dos professores quais deverão ser as próximas medidas de pressão contra o governo, não estando descartada a possibilidade de decretar greve. Neste período será montado ainda um calendário de atividades a favor do cumprimento do piso. “O governo deve ficar certo que não vamos parar e terá que enfrentar as nossas manifestações”, adiantou a sindicalista. Ela lembrou que a categoria está mobilizada e que uma das provas foi a grande adesão dos professores na paralisação nacional da categoria na quarta, quinta e sexta-feira da semana passada. Fonte: Correio do Povo - www.correiodopovo.com.br
José Clóvis de Azevedo afirmou que não encerrou negociações com magistério

A aprovação do projeto de reajuste do Magistério gaúcho, ocorrido na noite dessa terça-feira, não deverá encerrar as mobilizações da categoria em defesa da aplicação do piso salarial. O secretário estadual de educação (SEC), José Clóvis de Azevedo, afirmou que este não é momento para se discutir paralisações ou greve. “Nem mobilização e greve vão fabricar dinheiro. Temos que respeitar as limitações das finanças”, falou.

Ele ressaltou que o compromisso do governo é conceder o maior volume de aumento possível, porém que isso está associado à realidade financeira do Estado. “Sabemos que o projeto aprovado não concede o suficiente para os professores. Porém, representa um avanço. Além disso, não encerraremos as negociações”, garantiu.

O secretário lembrou que, com o projeto aprovado ontem, a categoria teve garantido reajuste de 37%, que representa um ganho real de 24%, acima da inflação. “Perdas de 30 anos não podem ser recuperadas num passe de mágica. Estamos sugerindo um aumento gradual”, destacou, lembrando que pelo projeto os professores deverão chegar a 2014 com reajuste de 76,6%. “Esse percentual já está garantido e isso não deve ser desconsiderado pelo magistério”, disse.

O Cpers/Sindicato, que foi contrário ao projeto do governo de aumento de 23,5% em três parcelas (em maio, novembro e fevereiro de 2013), promete manter o estado de greve e seguir com a pressão contra o Executivo. A última proposta feita pelos professores era de que o índice fosse pago integralmente em maio deste ano. “Com essa posição o governo falha na educação. Não podemos falar em qualidade de ensino se o governo não cumpre investindo nas escolas e valorizando os professores”, afirmou a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira.

Diante da situação, ela afirmou que, nos próximos dias, a diretoria fará reunião para avaliar o movimento e saber dos professores quais deverão ser as próximas medidas de pressão contra o governo, não estando descartada a possibilidade de decretar greve. Neste período será montado ainda um calendário de atividades a favor do cumprimento do piso. “O governo deve ficar certo que não vamos parar e terá que enfrentar as nossas manifestações”, adiantou a sindicalista. Ela lembrou que a categoria está mobilizada e que uma das provas foi a grande adesão dos professores na paralisação nacional da categoria na quarta, quinta e sexta-feira da semana passada.

Fonte: Correio do Povo - www.correiodopovo.com.br