Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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CP - 17/01/2012: Riscos geram desconfiança

Taline Oppitz A proposta de Previdência complementar pública, que está sendo elaborada pelo governo (matéria na página 3), enfrentará como principal obstáculo a desconfiança dos servidores em relação aos riscos que envolvem a medida. Apesar de cuidados como o controle externo, não faltam exemplos no Brasil, e em outros países, como Chile e Argentina, em que a modalidade deixou de ser solução para se transformar em pesadelo dos contribuintes do sistema e dos governos. A Previdência complementar está sendo estudada como uma alternativa para minimizar o déficit gaúcho, que ultrapassa R$ 5 bilhões, mas sua eficácia e saúde financeira serão conhecidas somente a médio e longo prazos. Apesar de todas as garantias elaboradas pelo governo, o verdadeiro teste oc orrerá apenas daqui a algumas décadas, quando servidores que ainda nem ingressaram no serviço público começarem a se aposentar. É neste argumento que se agarrarão sindicatos, que já se articulam para impor uma derrota ao Executivo. ''Todos nós somos corresponsáveis'' A fala de Giovani Feltes, líder da bancada do PMDB, ao avaliar as chances de aprovação de uma proposta de Previdência complementar, é a prova de que o principal obstáculo do Piratini não será a oposição: "Vejo boa possibilidade de aprovação na Assembleia se a proposta for bem elaborada. Todos nós somos corresponsáveis pela situação que aí está". Fonte: Jornal Correio do Povo - 17/01/1012 - Pág. 04
Taline Oppitz

A proposta de Previdência complementar pública, que está sendo elaborada pelo governo (matéria na página 3), enfrentará como principal obstáculo a desconfiança dos servidores em relação aos riscos que envolvem a medida. Apesar de cuidados como o controle externo, não faltam exemplos no Brasil, e em outros países, como Chile e Argentina, em que a modalidade deixou de ser solução para se transformar em pesadelo dos contribuintes do sistema e dos governos. A Previdência complementar está sendo estudada como uma alternativa para minimizar o déficit gaúcho, que ultrapassa R$ 5 bilhões, mas sua eficácia e saúde financeira serão conhecidas somente a médio e longo prazos. Apesar de todas as garantias elaboradas pelo governo, o verdadeiro teste oc orrerá apenas daqui a algumas décadas, quando servidores que ainda nem ingressaram no serviço público começarem a se aposentar. É neste argumento que se agarrarão sindicatos, que já se articulam para impor uma derrota ao Executivo.

''Todos nós somos corresponsáveis''

A fala de Giovani Feltes, líder da bancada do PMDB, ao avaliar as chances de aprovação de uma proposta de Previdência complementar, é a prova de que o principal obstáculo do Piratini não será a oposição: "Vejo boa possibilidade de aprovação na Assembleia se a proposta for bem elaborada. Todos nós somos corresponsáveis pela situação que aí está".

Fonte: Jornal Correio do Povo - 17/01/1012 - Pág. 04