O anunciado realismo orçamentário que pauta a proposta de orçamento encaminhada pelo Governo do Estado à Assembléia Legislativa não pode comprometer a qualidade dos serviços públicos.
Esta é a posição da FESSERGS que constata o constante declínio do Rio Grande no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, onde o Estado caiu da primeira para a sexta posição no cenário nacional.
A FESSERGS considera um avanço a divulgação dos dados relativos às exonerações fiscais concedidas pelo Governo e que superam os três bilhões de reais este ano, diminuindo assim o ingresso de recursos no erário estadual.
Porém, por que não restringir drasticamente os incentivos, uma vez que os servidores públicos estaduais já deram sua contribuição, com o enorme arrocho salarial a que estão submetidos há uma década, onde o custo das folhas de pagamento ficou muito atrás do crescimento da arrecadação?
O presente déficit, acumulado em mais de trinta anos, precisa ser enfrentado, mas não pode ser eliminado em um ano, às custas do arrocho salarial dos servidores e do demonte dos serviços público, afirma Sérgio Arnou, presidente da FESSERGS.