Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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ZH - 23/06/2011: Cpers decide cruzar os braços durante votações

Como forma de pressão sobre o Piratini, professores estaduais prometem suspender as atividades nos dias de votação do pacote de projetos do governo na Assembleia Legislativa. Aprovada em assembleia geral ontem, a paralisação não tem data nem período para ocorrer: vai depender da agenda de votação. A apreciação do pacote começa a trancar a pauta da Assembleia a partir de terça-feira, mas é provável que a votação ocorra em 5 de julho, conforme o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana. Diante desse quadro de indefinição, o Cpers recomenda que os professores estejam com viagens pré-agendadas para a Capital e de malas prontas. – Vamos trazer a categoria para Porto Alegre, encher as galerias da Assembleia e pressionar para que não permitam que o governador Tarso Genro vote esse pacote. Ele ataca frontalmente o direito de professores se aposentarem com alguma dignidade – declarou a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira. Durante a assembleia de ontem, as arquibancadas do Gigantinho não lotaram. Ao microfone, integrantes da categoria se revezaram nas críticas às propostas do governo, que incluem mudanças na previdência e novos critérios para o pagamento dos pequenos precatórios. Em meio a uma campanha acirrada para a presidência do Cpers – a eleição ocorrerá na terça-feira –, os sindicalistas se envolveram também na disputa. Houve manifestações especialmente de representantes das chapas 1 e 2, encabeçadas respectivamente pela atual presidente e pela ex-dirigente da entidade Simone Goldschmidt. Enquanto o grupo de oposição afirma que a atual gestão do Cpers não lutou pelo piso, aliados de Rejane garantem que estão engajados no tema. Apesar de Simone se dizer contrária ao pacote do governo, considera que o piso salarial é que deveria mobilizar paralisações: – Temos de exigir do governador um calendário para a implementação do piso que, hoje, é a maior reivindicação dos trabalhadores em educação. Piratini não demonstrou surpresa com protesto No governo, as deliberações do Cpers não causaram surpresa. O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, demonstrou conformidade com o posicionamento do sindicato. – Reafirmamos que pretendemos garantir a previdência pública. Em relação às RPVs (Requisições de Pequeno Valor), temos de criar uma previsão orçamentária para que o Estado possa pagar – disse o chefe da Casa Civil. Antes da votação na Assembleia, Pestana deve se reunir com deputados da base aliada, para preparar a postura dos apoiadores do Piratini durante a apreciação do pacote governista. Saiba mais Veja as principais propostas aprovadas ontem na assembleia geral do Cpers: - Paralisação nos dias de votação do pacote. - Envio de e-mails e manifestações nas cidades dos deputados estaduais. - Campanha de denúncia pelo não cumprimento da lei do piso: “Tarso: governo fora da lei – Não cumpre o piso nacional”. - Não à meritocracia. - Assembleia geral – com data a ser marcada pelo Conselho do Cpers – para discutir a construção da greve pelo cumprimento da lei do piso. - Jornada Nacional de Lutas entre 17 e 24 de agosto, com paralisação nos Estados. Ver imagem: Pela manhã, antes da assembleia da categoria, professores fizeram ato diante do Palácio Piratini Fonte: Jornal Zero Hora - 23/06/2011 - Página 06

Como forma de pressão sobre o Piratini, professores estaduais prometem suspender as atividades nos dias de votação do pacote de projetos do governo na Assembleia Legislativa. Aprovada em assembleia geral ontem, a paralisação não tem data nem período para ocorrer: vai depender da agenda de votação.

A apreciação do pacote começa a trancar a pauta da Assembleia a partir de terça-feira, mas é provável que a votação ocorra em 5 de julho, conforme o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana.

Diante desse quadro de indefinição, o Cpers recomenda que os professores estejam com viagens pré-agendadas para a Capital e de malas prontas.

– Vamos trazer a categoria para Porto Alegre, encher as galerias da Assembleia e pressionar para que não permitam que o governador Tarso Genro vote esse pacote. Ele ataca frontalmente o direito de professores se aposentarem com alguma dignidade – declarou a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira.

Durante a assembleia de ontem, as arquibancadas do Gigantinho não lotaram. Ao microfone, integrantes da categoria se revezaram nas críticas às propostas do governo, que incluem mudanças na previdência e novos critérios para o pagamento dos pequenos precatórios.

Em meio a uma campanha acirrada para a presidência do Cpers – a eleição ocorrerá na terça-feira –, os sindicalistas se envolveram também na disputa. Houve manifestações especialmente de representantes das chapas 1 e 2, encabeçadas respectivamente pela atual presidente e pela ex-dirigente da entidade Simone Goldschmidt. Enquanto o grupo de oposição afirma que a atual gestão do Cpers não lutou pelo piso, aliados de Rejane garantem que estão engajados no tema.

Apesar de Simone se dizer contrária ao pacote do governo, considera que o piso salarial é que deveria mobilizar paralisações:

– Temos de exigir do governador um calendário para a implementação do piso que, hoje, é a maior reivindicação dos trabalhadores em educação.

Piratini não demonstrou surpresa com protesto

No governo, as deliberações do Cpers não causaram surpresa. O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, demonstrou conformidade com o posicionamento do sindicato.

– Reafirmamos que pretendemos garantir a previdência pública. Em relação às RPVs (Requisições de Pequeno Valor), temos de criar uma previsão orçamentária para que o Estado possa pagar – disse o chefe da Casa Civil.

Antes da votação na Assembleia, Pestana deve se reunir com deputados da base aliada, para preparar a postura dos apoiadores do Piratini durante a apreciação do pacote governista.

Saiba mais
Veja as principais propostas aprovadas ontem na assembleia geral do Cpers:
- Paralisação nos dias de votação do pacote.
- Envio de e-mails e manifestações nas cidades dos deputados estaduais.
- Campanha de denúncia pelo não cumprimento da lei do piso: “Tarso: governo fora da lei – Não cumpre o piso nacional”.
- Não à meritocracia.
- Assembleia geral – com data a ser marcada pelo Conselho do Cpers – para discutir a construção da greve pelo cumprimento da lei do piso.
- Jornada Nacional de Lutas entre 17 e 24 de agosto, com paralisação nos Estados.

Ver imagem: Pela manhã, antes da assembleia da categoria, professores fizeram ato diante do Palácio Piratini

Fonte: Jornal Zero Hora - 23/06/2011 - Página 06