Por conta da falta de deputados no plenário, professores podem ficar sem reajuste neste mês
O governo vai fazer um esforço derradeiro hoje, mas se duas propostas do magistério não forem à votação, a folha de pagamento do magistério que será paga no final deste mês não deve vir com o aumento de 10,91%. Com sete deputados em Brasília, que acompanhavam a votação do Código Florestal, a base aliada não conseguiu garantir ontem quórum suficiente para a votação das propostas, acertadas com o Palácio Piratini e aprovadas na assembleia da categoria em abril.
Durante a sessão, ontem, o líder da bancada do PSDB, Jorge Pozzobom, protocolou uma emenda em que determina o prazo de 60 dias para que o governo pague o piso nacional do magistério. A líder do governo, Miriam Marroni (PT), chegou a cogitar um requerimento de preferência para suprimir a votação do texto do tucano, mas deputados da base também estavam dispostos a rejeitá-lo.
Insatisfeita com as articulações da base aliada e percebendo número insuficiente de governistas em plenário, a oposição, em peso, não deu quórum minutos antes da votação. Resultado: 25 dos 28 parlamentares necessários para dar prosseguimento à análise das propostas registraram presença.
Visivelmente irritada, Miriam ocupou a tribuna para condenar os deputados que não deram quórum. A petista argumentou que houve “maldade da oposição” e ressaltou que os colegas estão “usando os professores”:
– Quando eram governo não cumpriram o teto da magistério. Pelo contrário, entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) questionando o mérito do piso.
Apesar de Miriam poupar os colegas que estavam em Brasília, interlocutores de Tarso Genro criticaram a ausência do “grande número” de deputados da base. Dizendo-se favorável aos projetos do magistério, Giovani Feltes (PMDB) argumentou que o governo foi “incompetente”.
– Querem jogar (a culpa) para cima da oposição. É injusto porque não é verdade.
Mesmo que haja um acordo para que as pautas de votações sejam sempre definidas às terças, na reunião de líderes, os projetos devem ser votados hoje. Diante das indefinições, o secretário da Fazenda, Odir Tonollier, chegou a afirmar ontem à noite que a folha de pagamento da educação seria depositada com o “salário antigo”. Uma das saídas para o problema será imprimir uma folha suplementar.
Integrantes do Cpers-Sindicato prometem ir à Assembleia hoje, pela manhã, para pressionar pela votação das medidas:
– Seria muito ruim não recebermos na folha deste mês. Toda a categoria está esperando – afirmou a presidente da entidade, Rejane de Oliveira.
Os projetos
- 1º) Reajuste de 10,91%, que será traduzido pela elevação da parcela autônoma de R$ 42,90 para R$ 77,83 e pela incorporação de 50% do novo valor ao salário básico da categoria. Os outros R$ 38,91 continuarão a ser pagos em forma de parcela autônoma. O mesmo aumento será concedido aos aposentados.
- 2º) O aumento de 10,91% será estendido para os servidores de escola. A mesma proposta prevê um prazo de 60 dias para que eles sejam incorporados no plano de carreira.
Fonte: Jornal Zero Hora - 25/05/2011
ZH - 25/05/2011 -BASE FRAGILIZADA: Aumento do magistério para na falta de quórum
Por conta da falta de deputados no plenário, professores podem ficar sem reajuste neste mês O governo vai fazer um esforço derradeiro hoje, mas se duas propostas do magistério não forem à votação, a folha de pagamento do magistério que será paga no final deste mês não deve vir com o aumento de 10,91%. Com sete deputados em Brasília, que acompanhavam a votação do Código Florestal, a base aliada não conseguiu garantir ontem quórum suficiente para a votação das propostas, acertadas com o Palácio Piratini e aprovadas na assembleia da categoria em abril. Durante a sessão, ontem, o líder da bancada do PSDB, Jorge Pozzobom, protocolou uma emenda em que determina o prazo de 60 dias para que o governo pague o piso nacional do magistério. A líder do governo, Miriam Marroni (PT), chegou a cogitar um requerimento de preferência para suprimir a votação do texto do tucano, mas deputados da base também estavam dispostos a rejeitá-lo. Insatisfeita com as articulações da base aliada e percebendo número insuficiente de governistas em plenário, a oposição, em peso, não deu quórum minutos antes da votação. Resultado: 25 dos 28 parlamentares necessários para dar prosseguimento à análise das propostas registraram presença. Visivelmente irritada, Miriam ocupou a tribuna para condenar os deputados que não deram quórum. A petista argumentou que houve “maldade da oposição” e ressaltou que os colegas estão “usando os professores”: – Quando eram governo não cumpriram o teto da magistério. Pelo contrário, entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) questionando o mérito do piso. Apesar de Miriam poupar os colegas que estavam em Brasília, interlocutores de Tarso Genro criticaram a ausência do “grande número” de deputados da base. Dizendo-se favorável aos projetos do magistério, Giovani Feltes (PMDB) argumentou que o governo foi “incompetente”. – Querem jogar (a culpa) para cima da oposição. É injusto porque não é verdade. Mesmo que haja um acordo para que as pautas de votações sejam sempre definidas às terças, na reunião de líderes, os projetos devem ser votados hoje. Diante das indefinições, o secretário da Fazenda, Odir Tonollier, chegou a afirmar ontem à noite que a folha de pagamento da educação seria depositada com o “salário antigo”. Uma das saídas para o problema será imprimir uma folha suplementar. Integrantes do Cpers-Sindicato prometem ir à Assembleia hoje, pela manhã, para pressionar pela votação das medidas: – Seria muito ruim não recebermos na folha deste mês. Toda a categoria está esperando – afirmou a presidente da entidade, Rejane de Oliveira. Os projetos - 1º) Reajuste de 10,91%, que será traduzido pela elevação da parcela autônoma de R$ 42,90 para R$ 77,83 e pela incorporação de 50% do novo valor ao salário básico da categoria. Os outros R$ 38,91 continuarão a ser pagos em forma de parcela autônoma. O mesmo aumento será concedido aos aposentados. - 2º) O aumento de 10,91% será estendido para os servidores de escola. A mesma proposta prevê um prazo de 60 dias para que eles sejam incorporados no plano de carreira. Fonte: Jornal Zero Hora - 25/05/2011