Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
FESSERGS
Rio Grande do SulServiço público em pauta
FESSERGS

ZH - 04/05/2011: PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Relação com Piratini gera controvérsia no Conselhão Alguns conselheiros avaliam que o governo apressou debate ao elaborar pacote sem discuti-lo antes Às vésperas do encontro que apontará novos temas de debate ao Conselhão de Tarso Genro, membros do órgão se dividem em três perfis: os que elogiam, os que evitam opinar – porque haveria muito pouco a se analisar até aqui – e os que já criticam a relação do governo com o colegiado. Na segunda reunião do pleno, marcada para as 14h de amanhã, Tarso vai apresentar projetos que enviará à Assembleia Legislativa. Mas também deverá ser questionado sobre o papel do conselho que ele mesmo criou. O foco de críticas está entre os conselheiros que debatem a previdência. Isso porque, no pacote que o governador enviará ao parlamento até o fim do mês, já estão previstas mudanças na área. O tema tem provocado tanta controvérsia que Tarso deverá cortar de sua apresentação ao conselho as propostas para a previdência. – Se mandar à Assembleia qualquer coisa sobre a previdência, entenderei como um desrespeito à própria discussão que ele propôs. Ele chama a sociedade para discutir e, antes que haja qualquer resultado, apresenta projetos? – contesta o presidente do Sindicato dos Servidores, Claudio Augustin. Segundo o secretário executivo do Conselhão, Marcelo Danéris, os integrantes do órgão terão liberdade para questionar e debater o pacote do Piratini. Depois, deverão receber um prazo para sugerir mudanças. O presidente da Associação dos Juízes (Ajuris), João Ricardo dos Santos Costa, protesta: – Se o governo pretende enviar (os projetos à Assembleia) no fim do mês, não teremos condições de avaliar a proposta em 15 ou 20 dias. Isso desestimula o trabalho no conselho. Para Danéris, Piratini e Conselhão buscam ritmo Danéris ressalta que os conselheiros têm o direito de opinar se o governo está indo rápido demais – mas nem o Executivo nem o Conselhão precisam “se sentir amarrados”. Paulo Tigre, que é presidente da Fiergs e compõe o colegiado, concorda com o secretário. – Não é o Conselhão que vai comandar o Estado. Estamos no início de um governo que tem posições prementes – defende o empresário. Com dois meses de existência, por enquanto o Conselhão teve apenas uma reunião do pleno, composto por 90 pessoas – e cada uma das seis câmaras temáticas instaladas até aqui também se reuniu uma vez. Fonte: Jornal Zero Hora - 04/05/2011
Relação com Piratini gera controvérsia no Conselhão

Alguns conselheiros avaliam que o governo apressou debate ao elaborar pacote sem discuti-lo antes


Às vésperas do encontro que apontará novos temas de debate ao Conselhão de Tarso Genro, membros do órgão se dividem em três perfis: os que elogiam, os que evitam opinar – porque haveria muito pouco a se analisar até aqui – e os que já criticam a relação do governo com o colegiado. Na segunda reunião do pleno, marcada para as 14h de amanhã, Tarso vai apresentar projetos que enviará à Assembleia Legislativa. Mas também deverá ser questionado sobre o papel do conselho que ele mesmo criou.

O foco de críticas está entre os conselheiros que debatem a previdência. Isso porque, no pacote que o governador enviará ao parlamento até o fim do mês, já estão previstas mudanças na área. O tema tem provocado tanta controvérsia que Tarso deverá cortar de sua apresentação ao conselho as propostas para a previdência.

– Se mandar à Assembleia qualquer coisa sobre a previdência, entenderei como um desrespeito à própria discussão que ele propôs. Ele chama a sociedade para discutir e, antes que haja qualquer resultado, apresenta projetos? – contesta o presidente do Sindicato dos Servidores, Claudio Augustin.

Segundo o secretário executivo do Conselhão, Marcelo Danéris, os integrantes do órgão terão liberdade para questionar e debater o pacote do Piratini. Depois, deverão receber um prazo para sugerir mudanças. O presidente da Associação dos Juízes (Ajuris), João Ricardo dos Santos Costa, protesta:

– Se o governo pretende enviar (os projetos à Assembleia) no fim do mês, não teremos condições de avaliar a proposta em 15 ou 20 dias. Isso desestimula o trabalho no conselho.

Para Danéris, Piratini e Conselhão buscam ritmo

Danéris ressalta que os conselheiros têm o direito de opinar se o governo está indo rápido demais – mas nem o Executivo nem o Conselhão precisam “se sentir amarrados”. Paulo Tigre, que é presidente da Fiergs e compõe o colegiado, concorda com o secretário.

– Não é o Conselhão que vai comandar o Estado. Estamos no início de um governo que tem posições prementes – defende o empresário.

Com dois meses de existência, por enquanto o Conselhão teve apenas uma reunião do pleno, composto por 90 pessoas – e cada uma das seis câmaras temáticas instaladas até aqui também se reuniu uma vez.

Fonte: Jornal Zero Hora - 04/05/2011