Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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ZH - 03/05/2011: Pacote do Governo

Mexendo em vespeiros A base aliada do governador Tarso Genro conhecerá hoje o esboço do pacote batizado de programa de sustentabilidade financeira. A minuta dos projetos que serão encaminhados à Assembleia deve ser apresentada na quinta-feira pela manhã, antes da entrega das propostas ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Tanto os aliados quanto os conselheiros terão 10 dias para se manifestarem e sugerirem eventuais alterações antes de o Piratini encaminhar os projetos ao Legislativo. Como sabe que está mexendo em vários vespeiros ao mesmo tempo, o governo quer assegurar respaldo aos projetos antes de enfrentar a batalha do plenário. O aval do Conselhão é importante porque, em tese, os principais setores da sociedade lá estão representados. Para convencer os conselheiros e os deputados aliados de que as medidas são imprescindíveis, o Piratini vai apelar para os números. Vai mostrar quanto o Estado arrecada com cada imposto, quanto recolhe de contribuição previdenciária e quanto paga a aposentados e pensionistas. Vai também fazer um mapa das despesas sobre as quais o governo não tem como atuar, como os repasses para os municípios, a folha de pagamento. Tudo isso para mostrar que a situação é insustentável no curto prazo se não houver aumento da receita, já que o déficit previsto para este ano é superior a R$ 750 milhões. Nestas horas derradeiras que antecedem a apresentação dos projetos, os técnicos terão de mostrar ao governador que é possível equilibrar minimamente a previdência só com o aumento da alíquota para quem ganha acima de R$ 3.689,66. A previdência não é o único vespeiro. O governo enfrentará resistências à cobrança da taxa de inspeção veicular – de, no mínimo, R$ 60 por ano –, à cobrança da taxa ambiental de empresas potencialmente poluidoras e à fixação de limites para o pagamento das RPVs. Os aliados serão doutrinados para resistir às pressões. ALIÁS A seu modo, cada um dos últimos governadores tentou aumentar a receita empurrando para o contribuinte a conta do desequilíbrio histórico das finanças estaduais. ! O governo chegou à conclusão de que o aumento da contribuição previdenciária pode ser politicamente indigesto, mas não tem problemas legais. Fonte: Jornal Zero Hora - 03/05/2011 - Coluna Rosane de Oliveira
Mexendo em vespeiros

A base aliada do governador Tarso Genro conhecerá hoje o esboço do pacote batizado de programa de sustentabilidade financeira. A minuta dos projetos que serão encaminhados à Assembleia deve ser apresentada na quinta-feira pela manhã, antes da entrega das propostas ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Tanto os aliados quanto os conselheiros terão 10 dias para se manifestarem e sugerirem eventuais alterações antes de o Piratini encaminhar os projetos ao Legislativo.

Como sabe que está mexendo em vários vespeiros ao mesmo tempo, o governo quer assegurar respaldo aos projetos antes de enfrentar a batalha do plenário. O aval do Conselhão é importante porque, em tese, os principais setores da sociedade lá estão representados. Para convencer os conselheiros e os deputados aliados de que as medidas são imprescindíveis, o Piratini vai apelar para os números. Vai mostrar quanto o Estado arrecada com cada imposto, quanto recolhe de contribuição previdenciária e quanto paga a aposentados e pensionistas. Vai também fazer um mapa das despesas sobre as quais o governo não tem como atuar, como os repasses para os municípios, a folha de pagamento. Tudo isso para mostrar que a situação é insustentável no curto prazo se não houver aumento da receita, já que o déficit previsto para este ano é superior a R$ 750 milhões.

Nestas horas derradeiras que antecedem a apresentação dos projetos, os técnicos terão de mostrar ao governador que é possível equilibrar minimamente a previdência só com o aumento da alíquota para quem ganha acima de R$ 3.689,66.

A previdência não é o único vespeiro. O governo enfrentará resistências à cobrança da taxa de inspeção veicular – de, no mínimo, R$ 60 por ano –, à cobrança da taxa ambiental de empresas potencialmente poluidoras e à fixação de limites para o pagamento das RPVs. Os aliados serão doutrinados para resistir às pressões.

ALIÁS

A seu modo, cada um dos últimos governadores tentou aumentar a receita empurrando para o contribuinte a conta do desequilíbrio histórico das finanças estaduais.

!

O governo chegou à conclusão de que o aumento da contribuição previdenciária pode ser politicamente indigesto, mas não tem problemas legais.

Fonte: Jornal Zero Hora - 03/05/2011 - Coluna Rosane de Oliveira