O governo Tarso Genro enfrenta hoje a primeira mobilização pública conjunta de categorias de servidores. O ato terá início em frente à sede do Cpers e a previsão é que os manifestantes cheguem à Praça da Matriz às 15h. A principal reivindicação envolve as mudanças na área previdenciária, que irão integrar o plano de sustentabilidade financeira. Os projetos devem chegar à Assembleia até o dia 20 de maio. Entre as alterações está a elevação na contribuição dos mais altos salários, medida que atingiria 18% dos servidores. A pressão, que começa agora sobre o governo, atingirá também os parlamentares, e não virá apenas de sindicatos que representam categorias do funcionalismo público, mas também das cúpulas dos demais poderes, que serão atingidos pelas medidas. Para tentar amenizar desgastes políticos e evitar dissidências de aliados, o Piratini terá de construir uma defesa consistente, chamando a atenção e conquistando o apoio da opinião pública para a necessidade de enfrentar o tema.
Bomba-relógio
Para não repetir episódios anteriores, que acabaram inviabilizando mudanças na área previdenciária, oposição e situação deveriam deixar os discursos políticos de lado para priorizar o tema, que, em médio prazo, tem potencial para inviabilizar o Estado.
Nota de repúdio
A Associação dos Oficiais da BM não participará da mobilização, mas divulgou nota de repúdio pela "forma antidemocrática e sem transparência" como estão sendo construídas as mudanças na previdência. Segundo o texto, a medida implicará a redução salarial, "causando, indiscutível desconfiança quanto à lisura e à honestidade da proposta".
Contra as mudanças
Luciana Genro e Neiva Lazzarotto, vice-presidente estadual do PSol e do Cpers, percorreram escolas convocando educadores para o ato de hoje, contra a reforma da previdência e em defesa dos direitos dos trabalhadores. "Estaremos juntos para fortalecer a luta contra a reforma da previdência do governo Tarso", disseram Neiva e Luciana, que é filha do governador. A resistência envolve o aumento das alíquotas e a regulamentação da previdência complementar.
Fonte: Jornal Correio do Povo - 28/04/2011 - Coluna Taline Oppitz
CP - 28/04/2011: Pressão de todos os lados
O governo Tarso Genro enfrenta hoje a primeira mobilização pública conjunta de categorias de servidores. O ato terá início em frente à sede do Cpers e a previsão é que os manifestantes cheguem à Praça da Matriz às 15h. A principal reivindicação envolve as mudanças na área previdenciária, que irão integrar o plano de sustentabilidade financeira. Os projetos devem chegar à Assembleia até o dia 20 de maio. Entre as alterações está a elevação na contribuição dos mais altos salários, medida que atingiria 18% dos servidores. A pressão, que começa agora sobre o governo, atingirá também os parlamentares, e não virá apenas de sindicatos que representam categorias do funcionalismo público, mas também das cúpulas dos demais poderes, que serão atingidos pelas medidas. Para tentar amenizar desgastes políticos e evitar dissidências de aliados, o Piratini terá de construir uma defesa consistente, chamando a atenção e conquistando o apoio da opinião pública para a necessidade de enfrentar o tema. Bomba-relógio Para não repetir episódios anteriores, que acabaram inviabilizando mudanças na área previdenciária, oposição e situação deveriam deixar os discursos políticos de lado para priorizar o tema, que, em médio prazo, tem potencial para inviabilizar o Estado. Nota de repúdio A Associação dos Oficiais da BM não participará da mobilização, mas divulgou nota de repúdio pela "forma antidemocrática e sem transparência" como estão sendo construídas as mudanças na previdência. Segundo o texto, a medida implicará a redução salarial, "causando, indiscutível desconfiança quanto à lisura e à honestidade da proposta". Contra as mudanças Luciana Genro e Neiva Lazzarotto, vice-presidente estadual do PSol e do Cpers, percorreram escolas convocando educadores para o ato de hoje, contra a reforma da previdência e em defesa dos direitos dos trabalhadores. "Estaremos juntos para fortalecer a luta contra a reforma da previdência do governo Tarso", disseram Neiva e Luciana, que é filha do governador. A resistência envolve o aumento das alíquotas e a regulamentação da previdência complementar. Fonte: Jornal Correio do Povo - 28/04/2011 - Coluna Taline Oppitz