Clóvis: ''Não temos condições de avançar''
Um dia após o Cpers rejeitar a proposta de valorização apresentada pelo Palácio Piratini, o secretário da Educação, José Clóvis de Azevedo, sinalizou ontem que dificilmente serão ofertadas melhorias significativas na próxima reunião entre as duas partes, que deverá ocorrer na próxima semana. "Não temos condições de avançar. Fizemos uma proposta bastante importante, acima da inflação e superior aos 6% pagos no governo anterior", afirmou o secretário Azevedo.
Ele se referia à proposição de pagar, a partir de maio, um reajuste de 8,5% aos servidores da categoria sobre o básico de R$ 356,84, que acrescentaria R$ 30,51 no contracheque por 20 horas semanais de trabalho. Também seria garantido aos professores dos níveis 1, 2 e 3 o abono de R$ 207,00, gerando impacto financeiro total de R$ 150 milhões.
Com o mecanismo, os professores enquadrados nos três níveis, que recebem as menores remunerações, passariam a ganhar R$ 593,00 por 20 horas semanais, equivalente ao valor do piso nacional. Clóvis rebate o discurso do Cpers de que o abono desmonta o Plano de Carreira. "O abono é transitório para que ninguém ganhe menos do que R$ 593,00. A ideia é que possamos substituir o abono por reajustes sobre o básico quando tivermos condições para fazer isso. Ataque frontal é mexer no Plano de Carreira. E isso não vamos fazer porque temos compromisso", disse Clóvis.
Apesar de afirmar que o reajuste de 8,5% sobre o básico é o limite apontado pelos levantamentos da Secretaria da Fazenda, Clóvis disse que o Piratini vai apostar na continuidade do diálogo. "Vamos fazer uma nova rodada de negociações para tentar avançar em um ou noutro ponto. A possibilidade de avanço vai ser conhecida mesmo na mesa de negociações", declarou.
Fonte: Jornal Correio do Povo - pág. 04 - 18/03/2011
CP - 18/03/2011: Secretário diz que limite de reajuste ao magistério foi fixado pela Fazenda
Clóvis: ''Não temos condições de avançar'' Um dia após o Cpers rejeitar a proposta de valorização apresentada pelo Palácio Piratini, o secretário da Educação, José Clóvis de Azevedo, sinalizou ontem que dificilmente serão ofertadas melhorias significativas na próxima reunião entre as duas partes, que deverá ocorrer na próxima semana. "Não temos condições de avançar. Fizemos uma proposta bastante importante, acima da inflação e superior aos 6% pagos no governo anterior", afirmou o secretário Azevedo. Ele se referia à proposição de pagar, a partir de maio, um reajuste de 8,5% aos servidores da categoria sobre o básico de R$ 356,84, que acrescentaria R$ 30,51 no contracheque por 20 horas semanais de trabalho. Também seria garantido aos professores dos níveis 1, 2 e 3 o abono de R$ 207,00, gerando impacto financeiro total de R$ 150 milhões. Com o mecanismo, os professores enquadrados nos três níveis, que recebem as menores remunerações, passariam a ganhar R$ 593,00 por 20 horas semanais, equivalente ao valor do piso nacional. Clóvis rebate o discurso do Cpers de que o abono desmonta o Plano de Carreira. "O abono é transitório para que ninguém ganhe menos do que R$ 593,00. A ideia é que possamos substituir o abono por reajustes sobre o básico quando tivermos condições para fazer isso. Ataque frontal é mexer no Plano de Carreira. E isso não vamos fazer porque temos compromisso", disse Clóvis. Apesar de afirmar que o reajuste de 8,5% sobre o básico é o limite apontado pelos levantamentos da Secretaria da Fazenda, Clóvis disse que o Piratini vai apostar na continuidade do diálogo. "Vamos fazer uma nova rodada de negociações para tentar avançar em um ou noutro ponto. A possibilidade de avanço vai ser conhecida mesmo na mesa de negociações", declarou. Fonte: Jornal Correio do Povo - pág. 04 - 18/03/2011