Cerca de 600 técnicos-científicos do Estado realizaram assembleia na tarde de ontem, na Escola Técnica Parobé, para decidir os rumos da mobilização que pretende pressionar o Executivo a pagar a gratificação de incentivo científico aos 5,5 mil servidores da categoria, incluídos em 42 profissões de nível superior do quadro do funcionalismo estadual.
De acordo com o presidente do Sintergs, César Luís Pacheco Chagas, o valor da gratificação é de R$ 1.380,00. "Queremos que o governo cumpra com sua palavra, já que no dia 21 de dezembro do ano passado, a então deputada e agora secretária estadual da Administração, Stela Farias, afirmou que o novo governo pagaria", criticou. De acordo com o Sintergs, os técnicos-científicos acumulam 53% de perdas salariais. "Na administração passada, a categoria recebeu apenas 6% de reajuste mais os valores referentes à Lei Brito", lembrou o presidente do sindicato.
Chagas criticou o governo estadual, que no dia 20 de fevereiro entrou com uma ação de inconstitucionalidade (Adin) questionando a validade da lei. "O projeto que instituiu a gratificação é de autoria do deputado Adroaldo Loureiro. Por isso, o governo alega que tem vício de origem. Porém, já está efetuando o pagamento dos servidores das extintas Caixa Econômica Estadual e Cedic, inclusas na mesma lei", afirmou o presidente do Sintergs. Chagas acrescentou que outras categorias de nível superior, como as que compõem os quadros da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Fazenda, tiveram elevações salariais, "aumentando ainda mais a as distorções".
Na assembleia de ontem, os técnicos-científicos rejeitaram a proposta de realizar "operação padrão". Porém, a categoria está em estado de greve. Segundo o presidente do Sintergs, os servidores continuarão negociando com a comissão formada por representantes das secretarias da Fazenda, do Planejamento e da Administração e da Procuradoria-Geral do Estado. "Decidimos pressionar. Vamos trabalhar nas secretarias, fundações e autarquias com adesivos cobrando que o governo cumpra a palavra e pague a gratificação aos técnicos científicos do Estado."
Ao encerrar a assembleia, cerca de 200 servidores ligados ao Sintergs realizaram uma caminhada até o Palácio Piratini. Eles solicitaram uma audiência com o governador Tarso Genro, e o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana. No início da noite, eles foram recebidos por representantes da Casa Civil e da Secretaria da Administração.
Fonte: Jornal Correio do Povo, pág. 18 - 01/03/2011
CP - 01/03/2011: Sintergs pressiona Piratini
Cerca de 600 técnicos-científicos do Estado realizaram assembleia na tarde de ontem, na Escola Técnica Parobé, para decidir os rumos da mobilização que pretende pressionar o Executivo a pagar a gratificação de incentivo científico aos 5,5 mil servidores da categoria, incluídos em 42 profissões de nível superior do quadro do funcionalismo estadual. De acordo com o presidente do Sintergs, César Luís Pacheco Chagas, o valor da gratificação é de R$ 1.380,00. "Queremos que o governo cumpra com sua palavra, já que no dia 21 de dezembro do ano passado, a então deputada e agora secretária estadual da Administração, Stela Farias, afirmou que o novo governo pagaria", criticou. De acordo com o Sintergs, os técnicos-científicos acumulam 53% de perdas salariais. "Na administração passada, a categoria recebeu apenas 6% de reajuste mais os valores referentes à Lei Brito", lembrou o presidente do sindicato. Chagas criticou o governo estadual, que no dia 20 de fevereiro entrou com uma ação de inconstitucionalidade (Adin) questionando a validade da lei. "O projeto que instituiu a gratificação é de autoria do deputado Adroaldo Loureiro. Por isso, o governo alega que tem vício de origem. Porém, já está efetuando o pagamento dos servidores das extintas Caixa Econômica Estadual e Cedic, inclusas na mesma lei", afirmou o presidente do Sintergs. Chagas acrescentou que outras categorias de nível superior, como as que compõem os quadros da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Fazenda, tiveram elevações salariais, "aumentando ainda mais a as distorções". Na assembleia de ontem, os técnicos-científicos rejeitaram a proposta de realizar "operação padrão". Porém, a categoria está em estado de greve. Segundo o presidente do Sintergs, os servidores continuarão negociando com a comissão formada por representantes das secretarias da Fazenda, do Planejamento e da Administração e da Procuradoria-Geral do Estado. "Decidimos pressionar. Vamos trabalhar nas secretarias, fundações e autarquias com adesivos cobrando que o governo cumpra a palavra e pague a gratificação aos técnicos científicos do Estado." Ao encerrar a assembleia, cerca de 200 servidores ligados ao Sintergs realizaram uma caminhada até o Palácio Piratini. Eles solicitaram uma audiência com o governador Tarso Genro, e o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana. No início da noite, eles foram recebidos por representantes da Casa Civil e da Secretaria da Administração. Fonte: Jornal Correio do Povo, pág. 18 - 01/03/2011