O Piratini terá de se preparar para os movimentos de sindicatos de servidores estaduais. O aumento na pressão nos primeiros meses de novas gestões já é de praxe e não será diferente no caso do PT, que passou oito anos na oposição e agora terá de lidar com os ônus de estar no poder e com a chave do cofre em mãos. O Cpers, sindicato de uma das maiores categorias do Estado, deu a largada à campanha nas escolas com o slogan "Não dá mais para esperar, salário já", e não estará sozinho nas reivindicações. Além dos técnicos-científicos, que estão em queda de braço com o Executivo buscando o pagamento da GIC, a Fessergs, que representa mais de 30 mil servidores do quadro geral também lançará, nos próximos dias, uma campanha de melhoria salarial. A reivindicação é que o salário mínimo regional sirva como referência para o básico das categorias do quadro geral.
Sem consulta prévia
Além do silêncio, também incomoda o Cpers o fato de o governo ter encaminhado à Assembleia projeto de interesse do magistério sem consulta prévia. Segundo Neiva, a proposta amplia o percentual da gratificação de permanência, benefício utilizado para que professores em vias de se aposentar sigam na ativa. "O custo estimado no projeto é de R$ 107 mil mensais. Este valor não resolve o problema, pois manterá no trabalho no máximo 300 professores no regime de 20 horas."
Cpers promete reação
O Cpers oficializou, no dia 7 deste mês, pedido de reunião com o governo do Estado. Até agora, porém, não recebeu resposta. "Nos causa estranheza este silêncio do governo em relação ao nosso pedido de reunião e a reivindicações apresentadas ainda em dezembro", disse a vice-presidente do Cpers, Neiva Lazzarotto. Ela afirmou que o sindicato aguarda resposta e que marcou para o dia 22 reunião de sua diretoria para debater qual e como será a resposta à inércia do governo.
Fonte: Jornal Correio do Povo - 20/02/2011 - Coluna Taline Oppitz
CP - 20/02/2011: Pressão generalizada
O Piratini terá de se preparar para os movimentos de sindicatos de servidores estaduais. O aumento na pressão nos primeiros meses de novas gestões já é de praxe e não será diferente no caso do PT, que passou oito anos na oposição e agora terá de lidar com os ônus de estar no poder e com a chave do cofre em mãos. O Cpers, sindicato de uma das maiores categorias do Estado, deu a largada à campanha nas escolas com o slogan "Não dá mais para esperar, salário já", e não estará sozinho nas reivindicações. Além dos técnicos-científicos, que estão em queda de braço com o Executivo buscando o pagamento da GIC, a Fessergs, que representa mais de 30 mil servidores do quadro geral também lançará, nos próximos dias, uma campanha de melhoria salarial. A reivindicação é que o salário mínimo regional sirva como referência para o básico das categorias do quadro geral.