A discussão sobre o pagamento da Gratificação de Incentivo Científico (GIC) aos técnicos-científicos se transformou no primeiro ruído na relação entre o governo Tarso e o funcionalismo. Depois de idas e vindas nas negociações, a secretária da Administração, Stela Farias, foi direta e afirmou ontem, em encontro com o sindicato dos técnicos-científicos, que não há perspectiva financeira para concretizar em 2011 o pagamento da GIC, que terá impacto de R$ 100 milhões anuais. Em 21 de dezembro, na tribuna da Assembleia, Stela havia afirmado que o governo Tarso se comprometia a honrar o pagamento da gratificação, aprovado pelo Legislativo (com o apoio do PT), e vetado pela então governadora, Yeda Crusius. A categoria, de 5,3 mil servidores, pode não ter a representatividade e o poder de pressão política do magistério, que tem 77 mil professores na ativa. O episódio, porém, pode se transformar em símbolo negativo na largada da gestão petista.
Antes e depois
A assessoria da secretária de Administração afirmou que as informações financeiras conhecidas pelo governo eleito em dezembro de 2010, quando Stela afirmou que a GIC seria paga, foram alteradas com a análise detalhada das contas, realizada após a posse.
Greve na pauta
Presidente do sindicato dos técnicos-científicos, César Chagas, afirmou que a sensação é de frustração. Segundo ele, está marcada para o dia 28 assembleia geral para discutir a resposta ao governo. Na pauta, campanha de outdoors e até a possibilidade de greve.
Fonte: Jornal Correio do Povo - Taline Oppitz - 18/02/2011
CP - 18/02/2011: Relação abalada (Técnicos-Científicos e Governo)
A discussão sobre o pagamento da Gratificação de Incentivo Científico (GIC) aos técnicos-científicos se transformou no primeiro ruído na relação entre o governo Tarso e o funcionalismo. Depois de idas e vindas nas negociações, a secretária da Administração, Stela Farias, foi direta e afirmou ontem, em encontro com o sindicato dos técnicos-científicos, que não há perspectiva financeira para concretizar em 2011 o pagamento da GIC, que terá impacto de R$ 100 milhões anuais. Em 21 de dezembro, na tribuna da Assembleia, Stela havia afirmado que o governo Tarso se comprometia a honrar o pagamento da gratificação, aprovado pelo Legislativo (com o apoio do PT), e vetado pela então governadora, Yeda Crusius. A categoria, de 5,3 mil servidores, pode não ter a representatividade e o poder de pressão política do magistério, que tem 77 mil professores na ativa. O episódio, porém, pode se transformar em símbolo negativo na largada da gestão petista. Antes e depois A assessoria da secretária de Administração afirmou que as informações financeiras conhecidas pelo governo eleito em dezembro de 2010, quando Stela afirmou que a GIC seria paga, foram alteradas com a análise detalhada das contas, realizada após a posse. Greve na pauta Presidente do sindicato dos técnicos-científicos, César Chagas, afirmou que a sensação é de frustração. Segundo ele, está marcada para o dia 28 assembleia geral para discutir a resposta ao governo. Na pauta, campanha de outdoors e até a possibilidade de greve. Fonte: Jornal Correio do Povo - Taline Oppitz - 18/02/2011