Jornal do Comércio - página 04 - 31/12/2010 e 1 e 2 de janeiro de 2011
Feliz governo novo
Sérgio Arnoud
"É belo porque tem do novo, o frescor e a alegria, como um caderno novo quando a gente principia". Com essas palavras de um verso de João Cabral de Mello Neto em Morte e Vida Severina, saúdo, além do novo ano, o Governo Novo que se instala em meio a enormes expectativas.
Acompanho a trajetória do governador Tarso Genro desde os tempos em que atuava como talentoso advogado trabalhista, nos árduos anos da ditadura militar. Assim como tive o privilégio de acompanhar as trajetórias do então líder bancário, Olívio Dutra e do metalúrgico Paulo Paim.
Esse caminho difícil permitiu o acúmulo de muita experiência, mas não impediu que se extinguisse a chama de esperança num Brasil mais justo e num Rio Grande melhor.
Os servidores públicos compartilham da expectativa de toda a sociedade gaúcha num governo de diálogo, avanços e de espírito democrático e republicano.
As primeiras manifestações do governador Tarso Genro são positivas para todos, mas especialmente para o funcionalismo gaúcho que vem de um longo período de arrocho salarial e de desconforto com políticas liberais. A modernização do estado foi utilizada como justificativa para enxugar a administração e repassar os serviços públicos para o setor privado.
Os resultados do chamado ajuste fiscal foram obtidos basicamente sobre a miséria dos salários dos servidores e pela ausência de investimentos na máquina pública. Assim, se formaram verdadeiros abismos entre os menores e os maiores salários. É difícil acreditar, mas o piso salarial do Quadro Geral do Estado é inferior a trezentos reais e só atinge o valor do salário mínimo com uma complementação.
Entendemos que a manifestação do governador a respeito da fixação de um teto salarial não pode vir desacompanhada de um resgate do piso, eis que este reclama por uma solução urgente.
Defendemos o diálogo e a negociação permanente, como forma de encontrar soluções construtivas e de inclusão.
Os serviços públicos são essenciais para o desenvolvimento do estado e para a felicidade da nossa sociedade. Merecem investimento, assim como os servidores necessitam uma política de qualificação. Nesse sentido, a linha direta que passa a existir entre o Governo do Estado e a Presidência da República certamente permitirá o exercício de uma política afinada que integrará o Rio Grande do Sul no cenário nacional.
Esta é a expectativa e o sonho de todos nós.
Presidente da Fessergs, jornalista e bacharel em Direito
JC - 31/12/2010: Feliz governo novo
Jornal do Comércio - página 04 - 31/12/2010 e 1 e 2 de janeiro de 2011 Feliz governo novo Sérgio Arnoud "É belo porque tem do novo, o frescor e a alegria, como um caderno novo quando a gente principia". Com essas palavras de um verso de João Cabral de Mello Neto em Morte e Vida Severina, saúdo, além do novo ano, o Governo Novo que se instala em meio a enormes expectativas. Acompanho a trajetória do governador Tarso Genro desde os tempos em que atuava como talentoso advogado trabalhista, nos árduos anos da ditadura militar. Assim como tive o privilégio de acompanhar as trajetórias do então líder bancário, Olívio Dutra e do metalúrgico Paulo Paim. Esse caminho difícil permitiu o acúmulo de muita experiência, mas não impediu que se extinguisse a chama de esperança num Brasil mais justo e num Rio Grande melhor. Os servidores públicos compartilham da expectativa de toda a sociedade gaúcha num governo de diálogo, avanços e de espírito democrático e republicano. As primeiras manifestações do governador Tarso Genro são positivas para todos, mas especialmente para o funcionalismo gaúcho que vem de um longo período de arrocho salarial e de desconforto com políticas liberais. A modernização do estado foi utilizada como justificativa para enxugar a administração e repassar os serviços públicos para o setor privado. Os resultados do chamado ajuste fiscal foram obtidos basicamente sobre a miséria dos salários dos servidores e pela ausência de investimentos na máquina pública. Assim, se formaram verdadeiros abismos entre os menores e os maiores salários. É difícil acreditar, mas o piso salarial do Quadro Geral do Estado é inferior a trezentos reais e só atinge o valor do salário mínimo com uma complementação. Entendemos que a manifestação do governador a respeito da fixação de um teto salarial não pode vir desacompanhada de um resgate do piso, eis que este reclama por uma solução urgente. Defendemos o diálogo e a negociação permanente, como forma de encontrar soluções construtivas e de inclusão. Os serviços públicos são essenciais para o desenvolvimento do estado e para a felicidade da nossa sociedade. Merecem investimento, assim como os servidores necessitam uma política de qualificação. Nesse sentido, a linha direta que passa a existir entre o Governo do Estado e a Presidência da República certamente permitirá o exercício de uma política afinada que integrará o Rio Grande do Sul no cenário nacional. Esta é a expectativa e o sonho de todos nós. Presidente da Fessergs, jornalista e bacharel em Direito