Fessergs discute sobrevivência do IPE

Publicado no dia 22 Ago 2013
A Fessergs realizou uma reunião com seus sindicatos filiados nesta quinta-feira para discutir a sobrevivência financeira do Instituto de Previdência do Estado. O encontro foi aberto às demais entidades de servidores e teve a presença do presidente da ABAMF (Associação dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar, Leonel Lucas, e de diretores da ASSSTBM (Associação dos Subtenentes e Tenentes da BM), Alex Sandro Caiel, Dagoberto Valteman e Juarez Cruz de Moura, Presidente da Associação dos Policiais Militares de Ijui-APBMI.



A discussão iniciou com um relato preocupante do diretor de Saúde do IPE, Antônio de Pádua Vargas Alves, sobre o futuro financeiro da Instituição. Segundo dados apurados junto ao IPE e embasados em recente estudo divulgados pelo Tribunal de Contas, o ano de 2014 será muito mais difícil que 2013. Atualmente o governo tem uma dívida de repasses patronais de cerca de 171 milhões de reais. Se este valor for pago até o final do ano haverá um certo equilíbrio de contas. Isto se não houver nenhum tipo de reajuste para médicos e hospitais. Como a categoria médica vem cobrando reajuste de consultas e procedimentos, o usuário sofre para ser atendido. Para 2014 o orçamento já está fechado em 1 bilhão e 400 milhões, sendo que já começará com defasagem. "Temos que buscar o aumento desse valor, pois o IPE não tem como enfrentar o próximo ano sem entrar em colapso.Já alertamos o presidente e a diretoria financeira, mas não há nenhuma resposta", reiterou o diretor de Saúde.

Os dois diretores classistas da Fessergs, Márcia Elisa Trindade e Paulo Renato Lima, que participam do Conselho do IPE, estão buscando mobilizar os demais colegas e já marcaram reuniões com a diretoria de saúde e financeira para as próximas duas semanas. "Temos que agilizar uma solução a curto, médio e longo prazos, pois 2014 é ano eleitoral e não sabemos quanto tempo o IPE irá sobreviver", resslatou Márcia Trindade.



O presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud, liderou a discussão e definiu em conjunto com os demais servidores o seguinte cronograma de atividades:

- Participação das reuniões do Conselho de Representantes do IPE nas próximas duas quartas-feiras (28/08 e 04/09), às 14h no 12º do Instituto;

- Reativação do Fórum em defesa do IPE nos mesmos moldes das mobilizações realizadas em 2003 e 2003, com ampla participação de todas as categorias de servidores;

- Solicitar formalmente uma audiência na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do RS para discutir a situação e envolver os parlamentares na busca de soluções.

Num segundo momento, serão chamadas as demais entidades médicas para que somem esforços para pressionar o governo a tomar uma posição favorável à manutenção do IPE. "Se essa situação não for contornada, caminhamos para a inviabilização do IPE, o que significaráuma perda para todos, usuários,médicos e hospitais. Além disso, serão cerca de um milhão e cem mil segurados que serão jogados para o atendimento do SUS. O que já é ruim ficará muito pior", afirmou Sérgio Arnoud ao finalizar a reunião.

Tatiana Danieli 
Jornalista Diplomada - MTB 8781
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