Começo sombrio
Data de publicação: 24 Jan 2019
Os primeiros sinais públicos manifestados pelo governo Leite repisam os movimentos iniciais dos governos Brito, Rigotto, Yeda e Sartori. O diagnóstico é o mesmo e o roteiro proposto se concentra, mais uma vez, no lombo do funcionalismo. Ou seja, o começo é o mesmo, o roteiro é o mesmo e as soluções propostas, as mesmas, o que nos possibilita antever aonde vai dar.

A correção de problemas com planos de carreira, o enxugamento da máquina pública, os cortes de recursos e verbas destinadas aos serviços públicos, são as medidas requentadas e reapresentadas como providências capazes de resolver a crise.

Vamos por partes. 92,5% dos servidores ganham até oito mil por mês e estão com salários congelados há cinco anos. Se há distorções, estas se concentram em 7,5% das matrículas. As medidas restritivas e de cortes e congelamento de salário sempre atingiram os que ganham menos, porque os do andar de cima sempre encontram saídas para se manter no topo, como gratificação por desempenho, locação de seus carros, sucumbências, etc. Ou seja, os sacrificados são sempre os mesmos.

Quanto ao enxugamento da máquina, dados governamentais apontam que o percentual de servidores públicos no País é de 15%, enquanto a média dos países desenvolvidos e integrantes da OCDE, como Estados Unidos, França e Japão, entre outros, é de 18%. Quanto às privatizações, basta lembrar quanto se pagava por uma carteira de motorista antes e o seu custo atual, o mais caro do mundo.

Ah, e o diálogo com as representações dos servidores prometido na campanha, até agora não aconteceu, apesar da insistência da Fessergs. Lamentavelmente o roteiro é preocupante. Mas há tempo para reescrever esta história. É o que desejamos neste início de governo, pois governar sem servidores ou contra os servidores foi a prática de Sartori, que deu no que deu.

Sérgio Arnoud - Presidente    
 

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