RS: Seremos cobrados por nossas escolhas
Data de publicação: 16 Abr 2018
O governador Sartori pretende buscar um segundo mandato nas próximas eleições e está prestes a licenciar-se do cargo para sair livremente em campanha. Será a grande oportunidade para que a população gaúcha avalie suas políticas de Estado mínimo, diminuição de serviços públicos, extinção de fundações e venda de patrimônio público.

Traduzindo para uma linguagem bem simples, o apequenamento do Estado significa a transferência de inúmeras ações típicas para a iniciativa privada. Só que estes serviços passarão a ter custos para a sociedade, além dos impostos. Vide o que aconteceu com as carteiras de motorista que agora custam até 50 vezes mais do que antes. E que a cada dia inventam uma nova exigência acrescentando mais custos.

A diminuição dos serviços públicos significa menos médicos e profissionais da saúde, menos bombeiros, policiais civis e policiais militares. Menos saúde e segurança para todos os que necessitam do serviços público, pois são muito poucos os que podem pagar por serviços particulares ou privados.

Na educação, fechamento de escolas, prédios em decomposição, salários indignos e atrasados. O caos que só beneficia as escolas privadas. Que visam lucros e que pouquíssimos podem pagar.

A extinção das fundações públicas significa que o governo desiste de pesquisas e de conhecimento isento e prefere contratar os mesmos por preços muito mais caros junto à iniciativa privada. Como ficou claro no caso da extinção da Fundação de Economia e Estatística, onde o governo preferiu contratar a FIPE, uma fundação ligada à Federação das Indústrias de São Paulo, pelo dobro do preço que custaria o mesmo serviço aqui. A venda de patrimônio público, como CEEE, Banrisul, Badesul, Sulgás, EGR, etc é o mesmo que vender a casa para morar de aluguel. Só que quem vai pagar por esse aluguel somos todos nós!

Resumindo, essa é a política de vender o almoço para comer a janta.

Mas assim como todo dia anoitece, o amanhecer anuncia um novo dia e a vida continua.
Não podemos permitir que joguem o futuro do Rio Grande pelo ralo. Nossos filhos e nossos netos não nos perdoarão!

Sérgio Arnoud - Presidente
 

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