Governo apresenta plano fantasioso de ressarcimento para escapar de ações judiciais dos servidores
Data de publicação: 26 Set 2017

Sentindo-se encurralado o governador Sartori apresentou um plano de ressarcimento aos servidores públicos que há 21 meses recebem salários parcelados. O que não foi informado com detalhes ainda é de quanto serão essas correções e nem qual será a fonte de receita para esses pagamentos. Ou seja, foi um anúncio para tentar dar um basta na enxurrada de ações judiciais em andamento e que devem se ampliar por conta do anúncio do pagamento pelos salários mais baixos a partir do fim de setembro. Desta forma, servidores com contracheques mais altos –provavelmente acima de R$ 1,5 mil líquidos – não receberão nada na próxima sexta-feira (29), data do pagamento da folha de setembro. Nesses casos, os salários serão depositados de forma escalonada até o dia 17, à medida que entrar dinheiro em caixa. Com a mudança de critério, a tendência é de que muitos deles recorram ao Judiciário exigindo que os valores pendentes sejam pagos com correção. "O governo está num beco sem saída. Os servidores não acreditam mais em propostas fantasiosas. Até parece que quem ganha mais que 1.500 reais comete um crime e tem que ser penalizado. Tem que ficar sem receber nada. Porque é isso que vai acontecer no final deste mês. E essa história de ressarcimento é uma balela. Não são só os juros que os servidores pagaram ao atrasar contas. Tem multas, correção monetária, desgaste psicológico familiar de 21 meses que não tem preço. Só queremos que a Constituição seja cumprida, nada mais. Nós cumprimos a lei. O governador não. Há 21 meses paga quando quer e do jeito que quer. E a Fessergs tem uma liminar que o obriga a não cortar o ponto do servidor que não tiver condições de comparecer ao trabalho. é lei", reitera Sérgio Arnoud, presidente da Fessergs.

O anúncio foi feito em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (26), no Palácio do Piratini, quando secretários do governo de José Ivo Sartori anunciaram a decisão de enviar à Assembleia, em regime de urgência, projeto de lei para corrigir remunerações pagas em atraso – desde julho de 2015 – aos servidores públicos estaduais. O governo também decidiu acelerar a tramitação de outra proposta, que já está no Legislativo, para fazer o mesmo em relação ao 13° salário de 2016, que está sendo parcelado.

 
CPI do Atraso de Salários

Foi instalada hoje na Assembleia Legislativa a CPI do Atraso dos Salários. O anúncio foi feito com a presença de líderes de bancadas de vários partidos e dirigentes sindicais.

O presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud participou do lançamento da CPI, que ocorreu na Sala de Convergência Adão Pretto, na AL. O objetivo principal da CPI é detalhar as contas do Governo Sartori e o atraso nos salários dos servidores públicos, ainda mais agora com anúncio do Palácio Piratini, que enviará Projeto de Lei para Assembleia Legislativa para indenizar os servidores que sofreram com atraso de salários.


Tatiana Danieli
Jornalista Diplomada - MTB 8781
 

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