Sem representação o trabalhador NÃO têm voz. Sem sindicato quem vai defender os servidores?
Data de publicação: 6 Set 2017

O MUS (Movimento Unificado de Servidores) e lideranças de entidades de servidores estiveram reunidos duas vezes nesta terça-feira (05) com o líder do Governo deputado Gabriel Souza solicitando diálogo sobre o Projeto de Lei 148 que trata das cedências dos servidores para os sindicatos e associações. "Pedimos a retirada da urgência da votação do PL para que possamos discutir as verdadeiras intenções do governo, uma vez que economia não é, pois o valor é infimo. A proporção de dirigentes sindicais cedidos aos sindicatos e associações no Executivo é de 0,003 de servidores sobre o total de 344 mil matrículas no Estado. São 116 dirigentes, ou seja, um liberado para cada 3.500 servidores. Sem sindicato, quem vai defender os servidores contra os atrasos, parcelamentos e desmanche dos serviços públicos? Isso é um é um retrocesso. Avançamos na Constituinte Cidadã de 1988 com o próprio PMDB que agora rasga sua história? Afirmou o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud na reunião. Após a reunião da manhã com os líderes de bancadas foi definido que não haveria votação de nenhum projeto na sessão de hoje.
 

As 15 horas houve nova rodada de discussão da qual participaram, além do líder do governo, o presidente da Assembleia deputado Edegar Pretto, os parlamentares Manoela D'Avila, Adão Vilaverde, Elton Weber, Pedro Ruas e Ronaldo Santini. Os representantes de cerca de 44 entidades ressaltaram a importância de serem expostos os argumentos sob os quais está embasado o PL 148 para que seja feito o contrponto por parte dos sindicatos e associações. Novos encontros devem ser realizados para que o diálogo possa continuar. É o que se espera e o que os servidores merecem.

Tatiana Danieli
Jornalista Diplomada - MTB 88781

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