CP - 30/04/2013: Servidores da saúde pressionam governo
Data da postagem: 30 Abr 2013
Aguardam para esta terça-feira resposta às suas reivindicações

Mais de 500 servidores da saúde realizaram na manhã de ontem, abaixo de chuva, passeata do Colégio Pão dos Pobres até o Palácio Piratini visando chamar a atenção do governo para as reivindicações da categoria. Representados pelo Sindicato dos Técnicos Científicos do Rio Grande do Sul (Sintergs) e pela Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul (Fessergs), os servidores da saúde realizaram assembleia para definir os rumos do movimento enquanto aguardam resposta do Piratini prometida para hoje.

De acordo com o vice-presidente da Fessergs, Flávio Berneira, as negociações começaram no fim do ano passado e seriam retomadas em abril. A categoria quer os mesmos índices repassados para professores e policiais. 'Buscamos a complementação das perdas inflacionárias do governo Tarso. O índice é de 26% ao todo, sendo que recebemos 9%. A saúde, com a segurança e a educação, é uma das áreas prioritárias no Rio Grande do Sul, segundo o Piratini', considerou Berneira.

O presidente do Sintergs, Lucídio Ávila, o encontro marcado para hoje vai mostrar as reais pretensões do governo. 'Investir na saúde significa investir nos seus servidores. Estamos mobilizados e pedimos o mínimo. Nossa pauta é enxuta. Queremos a incorporação da dedicação exclusiva após cinco anos e a gratificação de incentivo à capacitação (Gicap)', resumiu.

Em caso de a negociação emperrar, o Sintergs sinaliza com a possibilidade de greve. 'A categoria está unida e a paralisação pode se tornar uma forma de vermos nossas reivindicações serem atendidas. Mas somente vamos definir isso após ouvirmos a resposta do governo', completa Lucídio Ávila.

Fonte: Jornal Correio do Povo- 30/04/2013 - Geral