JC - 19/04/2012: Servidores da saúde pedem reajuste de salários
Data da postagem: 19 Abr 2012
Os servidores estaduais da saúde realizaram ontem uma manifestação em frente ao Centro Administrativo, em Porto Alegre. Os funcionários pediram que o governador Tarso Genro discuta com a categoria um reajuste salarial. Os servidores reivindicam um aumento de 23% nos seus vencimentos, o pagamento de gratificações e a abertura de concurso público.

O secretário-executivo da Federação Sindical dos Servidores Públicos (Fessergs), Flávio Berneira, ressalta que a categoria não recebe qualquer reajuste salarial desde o ano de 2009. “Estamos acompanhado diversas negociações do governo estadual com outras categorias, como é o caso da área da segurança pública, e queremos o mesmo tratamento”, destaca. Segundo Berneira, mesmo com a falta de investimentos na área, o Estado obteve o terceiro melhor desempenho na avaliação do Sistema Único de Saúde (SUS) no País nos anos de 2008 a 2010, divulgado pelo Ministério da Saúde no mês passado. “Além dos 23% de reajuste nos salários, os funcionários defendem a incorporação no contracheque da gratificação de dedicação exclusiva o que não vem acontecendo”, acrescenta.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Técnicos-Científicos (Sintergs), Lucídio Ávila, a categoria recebe hoje 20% de gratificação por dedicação exclusiva ao ano. “Defendemos um valor de 100% e que seja incorporado ao salário”, explica. Além disso, segundo Ávila, o sindicato que representa os funcionários de nível superior é a favor do pagamento de uma gratificação de 50% aos especialistas em saúde pública e que o benefício seja incorporado ao salário. “Um médico ou dentista recebe hoje R$ 2.700,00. Um vencimento vergonhoso para um profissional de nível superior”, ressalta.

Os trabalhadores em educação também aproveitaram a manhã para se manifestar, em companhia de estudantes, em frente ao Palácio Piratini, na Praça da Matriz. O ato foi realizado pelos núcleos do Cpers de Canoas, Guaíba, Gravataí, São Leopoldo e Porto Alegre.

A orientação do sindicato da categoria era para que as escolas da rede pública trabalhassem ontem em meio período em todos os turnos. Os educadores utilizaram os intervalos da manhã e da tarde para discutir com os alunos temas como o não cumprimento da lei do piso nacional (R$ 1.451,00) e os baixos vencimentos de professores e funcionários de escola. No dia 4 de maio, o magistério realiza uma assembleia no Gigantinho, na Capital.

Fonte: Jornal do Comércio - 19/04/2012