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RÁDIO GAÚCHA 2ª,4ª E 6ª
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Impressão
28 Dez 2009
ARTIGO - JORNAL DO COMÉRCIO - 28/12/2009: MAIS UM ANO DE LUTAS
Passado o Natal, que espero ter sido muito feliz para todos, nos debruçamos sobre os fatos que marcaram este ano que se finda. Para nós, servidores públicos estaduais, 2009 foi um ano interminável, em que a sucessão de acontecimentos desfavoráveis não ofereceu trégua. Até o dia 22 de dezembro, época em que todos estão voltados para as festas de fim de ano, estivemos mobilizados e atuantes. Não tivemos a oportunidade de nos render ao espírito natalino, tal a sucessão de acontecimentos que exigiram a nossa total vigilância. Desde o início deste ano nos mantivemos em processo de discussão e de mobilização, eis que o governo do Estado, ao pagar o saldo da chamada Lei Britto, que remonta a 1995, se eximia de propor uma política salarial para o funcionalismo público gaúcho. Em uma clara opção pelos altos salários, reajustou ou reclassificou carreiras que se colocam no topo da pirâmide salarial, favorecendo os detentores de altos salários. Esta política maquiavélica que premia os mais próximos do rei aprofundou o abismo entre a maioria que recebe baixos salários e a minoria, os chamados príncipes do Estado.
Os servidores do Poder Executivo que atende aos nossos filhos nas escolas, que consertam as estradas, que atendem nos postos de saúde, que nos garantem segurança, entre outras coisas, apesar de nossa reiterada cobrança, ficaram esquecidos pelo governo. Na caminhada que realizamos por todo o Interior do Estado, levamos informações e recolhemos situações dramáticas que referimos para que a sociedade tome conhecimento. Vimos contracheques de servidores cujo salário inicial sequer alcança os R$ 300,00 e que necessitam de complementação para atingir o mínimo nacional. Outros recebem no dia 20 um adiantamento a título de vale-refeição que é descontado integralmente no dia 30. Ou seja, quantias que servem apenas para compor um salário bruto, pois não são efetivas. Não bastasse isso, após inúmeras tentativas frustradas de abrir uma negociação séria, o governo do Estado remeteu um pacote de projetos elaborados sem qualquer discussão com as categorias que, em seu conjunto, não apresentavam aumentos salariais, apenas retiravam mais direitos dos servidores, como a PEC 200. Felizmente, com forte mobilização, conseguimos barrar esta tentativa, transferindo o problema para 2010. Até lá, reforçaremos nossa mobilização, pois já demonstramos que a nossa força está na nossa união. Um bom final de ano a todos.