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RÁDIO GAÚCHA 2ª,4ª E 6ª
Chamada Geral 1ª Edição - 11h30
Coronéis, tenentes-coronéis e majores, que têm acordo com o Piratini, querem separar projetos
Temerosos de ficar sem aumento salarial por conta da resistência de soldados e sargentos em aceitar a proposta do Piratini, oficiais da Brigada Militar saíram da retaguarda para tentar garantir o reajuste de 19,9% em seus contracheques.
Em encontro ontem com interlocutores do governo, os representantes da categoria pediram que o Executivo envie separadamente para a Assembleia Legislativa o projeto que eleva os soldos de coronéis, tenentes-coronéis e majores.
Os cerca de 50 oficiais superiores que estiveram na tarde de ontem no gabinete do presidente do Legislativo, Giovani Cherini (PDT), solicitaram que as negociações salariais para os brigadianos sejam desmembradas, na medida em que a classe já entrou em acordo com o Piratini, inclusive, acatando a implementação do desconto de 11% na previdência.
– Temos medo que se encerre o prazo legal e fiquemos marcando passo por conta de intransigências e radicalismos. Não vamos rasgar dinheiro – declarou o presidente da Associação dos Oficiais, coronel Jorge Luiz Braga.
Incumbido pela governadora Yeda Crusius de negociar o pacote para a BM no parlamento, o líder do governo na Casa, Adilson Troca (PSDB), adiantou aos oficiais que não levaria a proposta de divisão dos projetos ao Piratini. Segundo Troca, a única alternativa seria os oficiais convencerem os líderes das bancadas a formalizarem o pedido ao Executivo.
Envolvido na busca de uma solução para os policiais militares, Cherini afirmou que não iria se opor à separação dos projetos, como reivindicam os oficiais:
– Da minha parte, não teria nenhum problema. Mas vai ficar muito ruim, afinal, gostaríamos de construir um acordo que contemplasse a todos.
Na tentativa de demonstrar aos parlamentares que a posição dos sindicatos não reproduziria a opinião da maioria dos soldados beneficiados pelo projeto, o comandante-geral da BM, coronel João Carlos Trindade, determinou que os PMs fossem consultados diretamente para se saber o que pensam sobre a proposta governista. A iniciativa, no entanto, foi interpretada pelos sindicalistas como uma tentativa de pressão.
– Tenho de pensar na Brigada inteira. Acho uma insanidade qualquer grupo de profissionais não aceitar uma proposta de aumento – afirmou Trindade.
fabiano.costa@zerohora.com.br
FABIANO COSTA
As reivindicações
O QUE PEDEM OS PRAÇAS DA BM
- Mesmo percentual de aumento para todos os postos, de soldado a coronel. Não há uma exigência sobre o índice de reajuste.
- Garantia de R$ 131 milhões na matriz salarial da segurança, em 2010 e 2011, para serem distribuídos em forma de reajuste.
- O aumento da contribuição previdenciária, de 7,2% para 11%, é aceito pelos PMs, desde que seja cobrado de forma parcelada.
O QUE PEDEM OS OFICIAIS SUPERIORES
- Para garantir o aumento de 19,9% – mesmo índice já garantido a outras categorias em decorrência da Lei Britto –, os oficiais querem que o Piratini envie este projeto separadamente à Assembleia.
- A garantia de R$ 111 milhões na matriz salarial de 2010 e 2011 é aceita pelos oficiais.
- Os policiais de altas patentes também acatam o aumento da contribuição previdenciária para 11%